terça-feira, 15 de julho de 2008

Reciclagem

Então visitei a nossa querida colega Vanícia.
Comentei sua última postagem:
"Oi Vanícia, para nós educadores é vital essa reciclagem,
pois nos permite refletir nossa prática de ensino.
Tomara possamos ter sempre algum lugar como esse aqui,
onde possamos "beber da fonte de novos conhecimentos, novas buscas, novos olhares..."
Enfim, que pratiquemos mais essa reciclagem como busca do novo!"

domingo, 13 de julho de 2008

Reflexão do Workshop 2008/1

Tecendo minhas aprendizagens
O worshop das aprendizagens desse quarto semestre me pareceu bem mais equilibrado que no terceiro , no sentido de que todas nós estávamos bem mais à vontade e nossa fala ficou “mais parecida”. Fala essa que senti bem mais “verdadeira”, “mais vivida e experimentada” por todas nós. Embora seja visível a diferença entre quem está em sala de aulas e quem não está! O professor Marcelo já havia me deixado bem tranqüila com seus comentários a respeito do meu portfólio das aprendizagens, pois a primeira versão havia atendido os objetivos. A professora-tutora Márcia também já conhecia minha caminhada no decorrer desse semestre e a professora-tutora Danyela idem, pois ambas me acompanharam ao longo das atividades das interdisciplinas de Representação do Mundo pela Matemática, pelas Ciências Naturais e pelos Estudos Sociais. Esse contexto permitiu que eu ficasse bem mais tranqüila para apresentar minhas aprendizagens e pude realmente me fazer entender nessas colocações, pois essas pessoas que realizaram minha avaliação conheciam um pouco do meu trabalho como aluna e também o meu trabalho profissional em sala de aulas. Isso me deixou bem à vontade e então foi mais fácil falar dessas aprendizagens relacionando-as à minha prática, pois nesse semestre realmente senti acontecer à interdisciplinaridade em todas as interdisciplinas propostas pelo eixo 4. E pude constatar isso em todas as propostas de trabalho solicitadas, confirmando essa interdisciplinaridade nas minhas aulas, (pois esse é um dos pontos que contemplo em minha prática, ao longo de todos esses anos de trabalho), pois tudo o que desenvolvi com meus pequenos nesse primeiro semestre de 2008 puderam ser aproveitados nas atividades solicitadas nas interdisciplinas desse eixo. O nervosismo geral de todos os colegas que iam chegando, acabou por me contagiar. Eu estava um pouco ansiosa, mas os colegas pareciam que estavam à beira da morte mesmo! E isso “pegou” em mim. Aos poucos fui me acalmando, e quando chegou à vez da minha fala, já estava mais sossegada, salvo pelo “friozinho na barriga” e o “desatar da minha língua” que nesses momentos nervosos “fala mais do que a boca!” Então me sinto aí prejudicada, pois acabo usando mais tempo do que o exigido para apresentar meu trabalho. Fato esse que me fez concluir minhas colocações rapidamente, levando um merecido ”puxão de orelhas” do professor Marcelo. Ainda vou me trabalhar nesse sentido, para que nos próximos semestres eu possa realmente sintetizar toda a minha aprendizagem nesse tempo. E também me preparar melhor para o final do curso, pois nem sempre terei a oportunidade de ser avaliada por pessoas que me acompanham mais de perto. Gostaria de concluir aqui com a mesma fala que disse para a professora-tutora Márcia:
“Minha prática não mudou nesse semestre, pois sempre procurei oferecer muito de mim aos meus alunos, diariamente, mas esse semestre me permitiu muitas reflexões sobre a minha prática de educadora” e isso fez com que eu crescesse também nesse sentido.
P.S.Quero deixar uma proposta de horário para os próximos workshopies: poderíamos iniciar essa apresentação às 13.30h, visto que esse momento é bastante demorado, e acabamos chegando em casa muito tarde da noite. Nossos familiares já não nos têm o dia inteiro e ficam preocupados e torcendo por nós também à noite, esperando e esperando! Começando às 13.30 poderíamos fazer um intervalo às 17.30, bater um papo e relaxar por mais ou menos 40 minutos, voltaríamos então e concluiríamos até às 20.00 horas. Chegaremos em casa mais cedo e poderemos curtir nossa família nesse restante de noite: dar banho, colocá-los para dormir e contar histórias...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Refletindo com as colegas

Oi Débora, nesse semestre foi fato marcante a reflexão que nos possibilitaram os textos e as propostas de trabalho, não só o seminário integrador IV, mas todas as interdisciplinas.
De fato, “só buscamos respostas quando temos uma pergunta”. Isso ficou muito claro, bem evidente para todas nós.
E melhor ainda, nos permitiu o ato reflexivo da nossa prática e sua conseqüente reformulação. Como nos disse Rubem Alves “o professor tem que se aventurar junto com o aluno”, e somente essa interação, esse buscar juntos nos dá prazer de aprender, a nós e aos nossos pequenos.
Stela 11.07.08 às 07.31

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Aos Mestres com Carinho

Em visita a minha querida amiga Terezinha, encontrei uma postagem em que fala da ajuda de professores e tutores. E não poderia deixar de registrar isso aqui, pois também tenho alguns "gurus" me acompanhando ao longo de todo esse tempo de caminhada no Pead TC.
No primeiro semestre, totalmente leiga nas tics, desconhecia tudo de informática.
Só sabia datilografia.
Pouco adiantava.
Chorava todas as madrugadas na frente do pc, copiosamente.

Numa dessas madrugadas, entra minha querida tutora preferida - Roberta-no msn. A partir dali, me acompanhou durante todo o semestre, e me acompanha até hoje, orientando, ensinando, incentivando.
Nunca me deixou desistir, mesmo nos piores momentos!

Em seguida apareceu minha querida amiga professora Mara Níbia. Partimos para um grande debate, todas as madrugadas. Orientando, ensinando, questionando. Pessoa querida, me ajudou muito nesse primeiro semestre também.

Depois surge a querida professora Simone, da pscicologia. Outra ajuda mais que bem-vinda. (Mesmo que de médido, psicólogo e louco todos nós tenhamos um pouco!)

E eis que me aparece o querido tutor professor Antônio. Sua ajuda foi indispensável para eu dar conta desse último semestre.

Ainda conto com a ajuda da "sempre disponível em todos os momentos" professora Nádie, indispensável à minha vida acadêmica. Desde o primeiro semestre e até aqui também. Sempre me orientando com seus questionamentos, sua disponibilidade.

Também tive o prazer de conviver, mesmo que por pouco tempo com a tutora Alexandra, apelidada por mim e Mara Braum de "Anjinho", sempre ao nosso lado quando mais precisávamos.

Ainda nesse semestre tive mais uma bênção: a professora tutora Márcia, que muito contribuiu com seus comentários incentivadores em todos os trabalhos que visitou, e sempre disposta a "dar uma olhadinha" antes da postagem pra ver se estava boa a linha do pensamento.

Também tivemos o prazer de contar com o entusiasmo da nossa querida tutora Viviane, que muito nos entusiasmou na caminhada a partir do segundo semestre.

A todos vocês que souberam me amparar em todos os momentos que busquei auxílio, meu muito obrigada!

Stela em 09.07.08

Ainda pensando...1

Oi Tamires, em nossas escolas temos muitos tipos de professores, mesmo.
Não precisamos ir muito longe para encontrarmos “acomodados, desinteressados, insatisfeitos!” Mal-pagos alguns, mas outros tantos ganham por aquilo que fazem.
Alguns de nós procuramos fazer diferente, melhorar a qualidade da educação que
oferecem aos alunos, tentando fazer uma escola mais crítica, mais voltada ao interesse do aluno, mais curiosa, mais prazerosa.
Compartilhar saberes deveria ser a proposta, o objetivo de todos nós, educadores responsáveis e comprometidos com uma escola melhor.
Beijos

Stela 09.07.08 ás 20.18

Ainda pensando...

Visitando a Elizete Borges da Rocha

Oi Elizete, estive pensando sobre “as memórias da educação”
de tão ilustres pensadores que você anotou.
E isso me fez pensar mais um pouquinho hoje.
Aquilo que marcou educadores de renome como Rubem Alves,
provavelmente sejam as mesmas marcas que nós mesmas trazemos
como lembranças prazerosas da coisas que vivemos na escola e de professores
que fizeram parte do nosso passado escolar.
Bom isso de lembrar pessoas tão distantes, mas que nos deixaram “algo mais” na sua passagem... Lembro com carinho do professor Laertsan, de Português,
que me fez amar a gramática! E do professor Franscisco, de matemática,
que me ensinou a calcular P.As e P.Gs. Essas pessoas fizerem parte de
um tempo das nossas vidas.
Sabe, também penso muito essa mesma pergunta que fazes...
Por vezes penso: será que estou fazendo realmente a diferença para o meu aluno? ...
E dá muito pano pra tecer essas nossas lembranças!
Stela em 09.07.08 às 20.02

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Convite para visita

Essa visita que fiz a Rosi, foi um convite da professora Nádie.
Deixei esse recado:
"Que maravilha podermos refletir e encontrar palavras
tão acertadas para descrever o quanto construímos/aprendemos
nesse eixoIV. Nossa profissão nos permite esses acertos,
pois do contrário, talvez fizéssemos muito mal aos nossos
alunos quando erramos em algumas coisas!
É o desafio que nos move na busca de conhecer mais,
e óbvio que nosso aluno também será movido por esse desafio,
basta somente que possibilitemos essa descoberta.
Idéias estão ai para serem repensadas, refletidas,
consequentemente, reformuladas.
Parabéns pela tua postagem, me fez pensar muito para comentá-la."
Faltou esse acréscimo: "idéias estão aí para serem compartilhadas, degustadas, saboreadas".
Stela 07.07.08 às 07.27 da manhã

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Tempo de Visitas -3

Oi Loiva, concordo plenamente contigo.
As aulas de ciências foram muito boas no sentido de mostrar
uma nova postura diante do já conhecido,
nos permitindo repensar tudo que ouvimos,
que nos é dado como certo e garantido.
Quantos enganos repassamos aos nossos alunos, heim?!
Felizmente temos a oportunidade de sermos alertados sobre isso,
e podemos dizer aos nossos alunos para duvidarem também de tudo o que ouvem.
Beijos

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tempo de Visitas 2

Dessa vez foi a Maria Cristina a visitada.

"Então, Cristina, quantas coisas fazemos e por vezes
deixamos de contar aos outros, coisas tão importantes
quanto essa postagem nos deixa "pensar".
Também faço muitas coisas bacanas, mas o que é mais importante
é o fato de podermos nos encantar com tudo isso.
A cada vez que um dos meus pequenos me olha com
aqueles olhinhos curiosos, chego a ver es estrelinhas saltando deles!
E não só penso, mas digo à minha orientadora da Diestchi: tomara eles consigam manter esse olhar curioso para o resto dos seus dias aqui na escola."
Tomara!


Visitei Terezinha
Oi Terezinha, também fiquei em dúvida quanto a dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo, afinal somos mães, alunas e professoras, tudo ao mesmo tempo. E haja tempo pra tantas coisas! Cada uma exigindo cada vez mais da gente. Problemas temos aos montes, em determinados momentos pensamos em desistir mesmo. Mas...Estamos aqui novamente, final de semestre, correndo pra terminat tudo a contento.

Tempo de Visitas - 1

Visitei o blog da Edinara.
Oi Edinara, tudo bem contigo?
Achei bem interessante tua colocação sobre
"com o passar do tempo" deixamos de perguntar,
tenho a impressão que é porque alguns educadores pensam que já sabem tudo,
portanto questionamentos não são mais importantes de se fazerem!
Tomara nós não tenhamos essa certeza nunca.
Pois esse momento está me possibilitando algumas reflexões e constatações
rápidas através dessas visitas.
Gostei de fazer essas visitas, não fosse a nossa total falta de tempo, seria bem importante esse exercício ao longo do semestre, pois poderíamos realmente ver outros pensares, outras constatações, outras falas...
Poderíamos sair do nosso lugar comum que por vezes nos colocamos, e dialogarmos um pouquinho mais com outras pessoas, que não nós mesmas!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Tempo de Visitas

Enfim, posso me dar ao luxo de sair por ai.
Visitando os blogs dos colegas.
Hoje visitei a Gizelda, pessoa muito querida e dedicada, de fácil leitura seus escritos.
Postei isso e quero deixar registrado:
Pois então minha amiga Gizelda.
Não é fácil darmos conta de tantos porquês diariamente...
Mas aprendemos também diariamente a conduzir essas indagações com mais parceria junto aos nossos alunos.
Até algúm tempo atrás os educadores sequer se preocupavam em perguntar,
imediatamente já respondiam tudo aos alunos, entregando-lhes tudo pronto, a começar pela famigerada folha mimeografada!
Hoje estamos no "tempo de construir cooperativamente", instigando nossos alunos que construam, criem e recriem todo o seu conhecer/aprender.
Que bom vivermos esse tempo!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Jardins e Tapetes

Visitei minha amiga Carem, hoje.
E li sua postagem sobre o Rubem Alves.
Deixei esse recado lá:
Educação é plantar flores,
Tecer fios,
Entrelaçar aprendizagem...
Que bom visitá-la.
Saber dos jardins.
E dos jardineiros.
E poder contar de tapetes.
Plantar e tecer...
Vivemos essas muitas vidas juntas!
Que boa essa visitam, me deixou mais feliz.

sábado, 28 de junho de 2008

A moça Tecelã

Marina Colasanti nos brinda com esse conto maravilhoso.
Há alguns anos atrás, assisti uma contação de histórias, num dos
Fóruns de Educação, em Osório.
Pois a contadora então fez uma belíssima apresentação
ao contar "A moça tecelã".
Fiquei encantada com essa história.
Agora, ao terminar esse semestre, o quarto eixo,
pensei nessa história, como uma forma bonita de representar
meu trabalho de educadora:
"a possibilidade de tecer um recomeço, com a luz da manhã".
Aqui podemos transpor para a nossa prática em sala de aulas:
_ Podemos tecer nossa prática diariamente, junto com nossos alunos,
descobrindo cores apropriadas,
tons necessários,
fios mais fortes,
laços e entrelaçamentos de saber,
buscando acertar o sabor,
a cor,
a siginificação!
Caso esse tecer não dê certo,
não saia um bom tapete,
temos (demos) a oportunidade de refazer tudo
à luz da manhã.
Podemos destecer isso tudo
e tecer de novo.
Quantas vezes for preciso,
até que possamos dar conta do "nosso tapete".
Tecendo juntos,
meus alunos e eu e
eu e meus alunos
com certeza sairá um trabalho muito bonito!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Reflexão auto avaliação

Vivenciamos um histórico educacional muito conturbado em nosso país. Primeiro com uma educação elitizada, privilégio de poucos, depois em meio a uma ditadura que devastou desse meio pessoas tão importantes como Paulo Freire, tornando nossa escola “uma escola de cordeiros, escola do medo, sem voz e sem vez, tanto aos alunos como a nós educadores”. E, não bastasse tudo isso, ainda hoje vivendo uma educação tão desqualificada, em que nossos governantes pouco ou nada fazem para melhorar o nível do que ensinamos/aprendemos para e com os nossos alunos, em muitos casos até nos atrapalhando, pois que poderíamos fazer mais e melhor se nos fosse permitido isso.
Assistir ao filme proposto para essa atividade e a leitura dos textos (que finalmente pude fazer nesse semestre) foi algo muito prazeroso, gostoso e saboroso de ver, ouvir e ler.
A fala desses ícones da nossa educação hoje, vieram confirmar o quanto podemos realizar nesse espaço da escola, espaço esse que nos é dado sem nenhuma condição de trabalho: salas sucateadas, mesas e cadeiras nada atrativas, sem cor, sem vivacidade; quadro verde também sem muita vida; laboratórios nem pensar. Mas em meio a tanto descaso, ainda assim me considero uma educadora muito feliz! Posso levar meus alunos para o pátio, no entorno da escola, até podemos nos dar ao luxo de algumas viagenzinhas pelo município. Uso minha criatividade diariamente, desenvolvo vários projetos e trabalhos que me proporcionam essa alegria. Tenho como metodologia introduzir todos os assuntos e atividades através da nossa roda de conversas, então vamos diariamente para o chão da biblioteca, ou da sala de aula, ou da sala vizinha, ou no refeitório e até mesmo na rua. Isso me permite muito movimento, muita ação, e os meus pequenos adoram essas saídas para outros tantos lugares. Uma palavra que faz parte da minha prática diária e que me identificará eternamente é ACOLHIMENTO. Acolhimento ao aluno, às descobertas, as dúvidas, os medos, a insegurança dos meus pequenos quanto a buscar saberes, juntando aquilo que já sabem, mais o que fazemos juntos e tudo o que ainda podemos aprender, construindo nossa aprendizagem diária através das nossas vivências coletivas. Rubem Alves disse: “o segredo da educação é a cabeça do professor, o aluno é companheiro de uma grande aventura, bastando só envolvê-lo”. Não precisamos mais nada mesmo, até por isso conseguimos dar aula sem nenhuma condição de habitabilidade nas nossas escolas, no sentido de envolvermos nossos alunos na aprendizagem diária, com cumplicidade de juntos buscarmos isso, nos deliciando-nos a cada conquista. Toda vez que um dos meus pequenos fala “profe, como vamos saber isso?” fico encantada. Aqui começa a nossa busca, juntos, por mais alguma coisa que não só a aprendizagem das letras, da palavra só. Mas toda a busca pelo prazer de juntarmos letras, formarmos palavras e escrevermos nossas descobertas é o que me move diariamente às duas escolas em que trabalho. Não fosse o respeito que tenho aos meus alunos, e o compromisso que assumi no dia da minha formatura, de tornar-me uma educadora de crianças, assumindo todos os riscos que essa profissão acarreta, confesso que já teria desistido de ser professora, em favor de uma profissão menos desgastante, mas seria muita covardia fazer isso. Eu quis ser professora, e continuo querendo sempre. Agora é manter o barco, em todas as direções que ele for, com todos os perigos que podemos encontrar a cada onda mais forte, a cada correnteza mais perigosa... Em cada medo que chega, podemos nos fortalecer juntos, e juntos.com@ é que sei fazer educação. Meus alunos não precisam de mim para aprenderem a leitura e escrita da palavra. Mas nos precisamos juntos para vivermos essa aventura de aprender.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

SEMINÁRIO INTEGRADOR IV

Enfim, consegui retornar até aqui.
Meus problemas particulares não me permitiram esse retorna antes.
Bom, com relação às últimas atividades propostas por essa interdisciplina (?) gostaria de colocar que foram muito interessantes de serem realizadas.
Primeiro: a proposta de aguçar a curiosidade dos meus alunos e registrar um pouco dessas, foi muito boa, gostosa de aplicar. Como já expliquei no wiki, fiz uma "roda de curiosidades" e desafiei aos meus pequenos que me perguntassem aquilo que tinham curiosidade em saber. Mas não podia ser qualquer curiosidade, não! Era necessário que pensassem mesmo em algo bem curioso.
Nossa "roda de conversa" fervilhou de empolgação. A cada pergunta feita por um aluno, todos os outros respondiam! E defendiam mesmo a sua resposta.

Olha só essa: "Como não vai existir sereia? Então não poderiam ter feito os filmes! Lá (nos filmes) as sereias aparecem, então elas existem.
E tem essa aqui também: "As estrelas foram feitas de pedaços do sol, tu não vês que elas são brilhantes?"
"Como que tu não sabe que tijolo é feito de barro e depois vai no forno?"

Foi um momento delicioso esse.

Então, fazendo as leituras propostas, agorinha ainda terminei-as, pude constatar a validade dessa prática para que possamos despertar em nosso aluno um olhar mais aguçado frente às temáticas que envolvem toda nossa vida escolar: a nossa vida de educador, que nos permite mostrar ao nosso aluno uma prática coerente e íntegra, para servir-lhe de exemplo. Se minha prática é desafiadora, se permito ao meu aluno perceber isso através de meu posicionamente frente à sua curiosidade, permitindo-lhe buscar uma resposta, discutindo-a com os outros e comigo e consigo mesmo, podendo trazer a dúvida, o argumento, a certeza, então é certo que meu aluno aprenderá a também fazer isso. Mattwew Lipman deixa bem claro "a importância de trazer a curiosidade do aluno à tona, envolvendo não somente a ele nesse questionamento, na descoberta das respostas". E isso se fez bem claro a cada pergunta da nossa "roda". Pois fervilhavam respostas, e argumentos para garantir que essa era a mais acertada.

Uma outra fala do autor me fez pensar mais um pouquinho "quando um professor pretende saber tudo, as crianças ficam com a impressão de que o conhecimento consiste em somente emitir resposta memorizada, em vez de algo a ser buscado e criado". Aqui me lembrei de quantas vezes caímos nesse erro. Nós mesmo precisamos admitir que não acertamos sempre... Mas, o mais importante de tudo isso que me ficou, foi a certeza de que todos nós podemos modificar nossa a prática pedagógica, melhorando-a diariamente. Podemos começar a praticar mais "perguntas" ao invés de dar tantas respostas aos nossos alunos.

Muito boa as sugestões de leituras apresentadas, me envolveram mesmo, tanto que fiz um "esforço danado" pra dar conta de lê-las. E fizeram jus ao trabalho proposto.
Sinceramente, foi muito válido, pois embora eu procure sempre dar muita liberdade de meus alunos pensarem, sugerindo atividades que os levam a questionarem o que fazemos juntos na sala, diariamente, e para que servem afinal essas atividades, me fará buscar ainda mais, ampliando a curiosidade dos meus pequenos, que já não é pouca!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Representação do Mundo Pelas Ciências

Concluindo as propostas do Módulo 1 nessa madrugada, venho aqui tentar registrar algo mais reflexivo sobre o assunto.
Marise Basso Amaral nos fala "sobre a representação de mundo que nos é imposta pela mídia como se essa representação fosse absolutamente real." E é a constatação da verdade; nós todos somos induzidos pela produção publicitária que nos é reforçada diariamente pelos meios de comunicação que nos bombardeiam com tanta "representatividade" naturalmente aceita, sem questionamentos, sem curiosidade, sem comprovação da veracidade. Aceitamos o pronto, é assim que nos mostram, que nos contam e acreditamos.
Nessa contradição entre real e natural, verdade e comprovação, curiosidade e aceitação, certo e duvidoso, acabamos por reproduzir aquilo que vivemos, indo junto com a maré!
Aqui, " entendemos a linguagem como instrumento de constituição da realidade", fala da Marise Basso.
Interessa que tomemos como lição esse primeiro desafio, "problematizando o óbvio, suspeitando do que é dado como certo, do natural para todos, questionando as representações históricas e sociais, vendidas como a realidade que adentra a nossa casa, a nossa escola, diariamente: o currículo escolar, o livro didático, a publicidade, a moda, a tevê..."
Necessário se faz que tenhamos uma fazer pedagógico novo para esse assunto: " a escola pressupõe o lugar do conhecimento, da produção da cultura, da desmitificação do certo/errado, da verdade/inverdade, da comprovação e da aceitação." Na sociedade contemporânea se faz necessário ampliar as possibilidades de representações, sem dominação do branco sobre o negro, do pobre sobre sobre o rico, do homem sobre a mulher. Desmitifiquemos o enso comum e passemos a ter uma escola de produção de verdade e comprovações, dúvidas e questionamentos, de construção de conhecimentos, de pesquisa e buscas constantes!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Síntese

Preciso aprender a sintetizar minhas falas,
ou dito de outra forma: falar menos.
"Jargão popular" "ser curta e grossa"!

UM DIA DEPOIS DO OUTRO...



"Não importa onde você parou


Em que momento da vida você cansou,


O que importa é que sempre é possível


E necessário "recomeçar"!


Dar uma nova chance a si mesmo


Renovar as esperanças na vida


E acreditar em você de novo,


E sempre!



segunda-feira, 14 de abril de 2008

Seminário Integrador IV

Já iniciei meu plano de estudos para o semestre, mas me falta tempo pra concluir e postar.
daqui a alguns dias farei isso.

Estudos Sociais

A aula presencial foi bem esclarecedora do que nos aguarda nesse semestre, nessa interdisciplina: muito trabalho e muita disposição!
O texto da maria Bergamaschi foi muito bom, de fácil leitura e compreensão, explicando facilmente o planejamento.
Espero dar conta de tudo isso.

Ciências

A atividade proposta na aula presencial foi muito importante.
A proposta de trabalho a partir dela então, foi excelente.
Achei bárbaro as representações e a análise que fizemos dos desenhos.
Os textos para leitura também foram bem bons, assim que me sobrar um tempo (das 03 as 06 da manhã) vou retomá-los novamente e ler com mais afinco e sossego.

A proposição de fazê-la também com os nossos alunos foi muito bem aceita, embora já tenha apresentado-a aos meus pequenos, me falta tempo pra analisar e relatar.
Assim que for possível farei isso.

Matemática

A interdisciplina apresentada pelo professor Luiz foi muito bacana na aula presencial.
Depois com a postagem das atividades e textos para nos guiar também foi interressante.
O maior problema é o "tempo" pra tanta leitura e tanta atividade.
Uma coisa bem importaante que quero ressaltar é sobre as atividades apresentadas, me diverti bastante, foram bem gostosas de fazer.
E as atividades postadas deram bastante idéia de outros tantos materiais a se utilizar nas seriação, com os alunos em aula. Embora sejam atividades praticamente corriqueiras, que ocorram quase diariamente, foi bom a lembrança de tantas opções em termos de novos materiais.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

REFLEXÃO DO TRABALHO FINAL/2007

Apresentar o trabalho final a um grupo de colegas,
Selecionadas por uma ordem alfabética,
Me deixou bem apreensiva!
Pelo fato de não fazerem parte do nosso dia-a-dia,
Não saberem da nossa prática diária,
Não conhecerem o "nosso pensar e fazer educação" em sala de aula...

Apresentá-lo a um professor "desconhecido",
Recém chegado no Pólo TC,
Vindo da Europa (?)
Que não participara da nossa caminhada (árdua) no Pead,
Talvez não soubesse muito da nossa "viagem"...
Isso me deixou completamente angustiada!
Fiquei assustada!!!

Buscar minhas anotações no portfólio,
Rever os textos estudados (ou não!!)
Sintetizar minhas aprendizagens em tão pouco espaço disponibilizado
Foi bem difícil, falo muito, escrevo mais ainda, e se tiver corda, então!

Somente 10 minutos pra contar a todos
O quanto foi importante pra minha vida profissional o terceiro semestre
Foi muito pouco tempo...

Ficou a certeza de que tenho muito a trilhar ainda...
Chão bastante pra melhorar meus conhecimentos teóricos
E muitas buscas a realizar.

Tenho uma imensa dificuldade de me comunicar frente a um público desconhecido.
Tenho uma capacidade enorme de "simplificar" minha fala, pois estou acostumada a esmiuçar tudo com bastante simplicidade para que meus pequenos possam melhor compreender o que digo.
Tenho medo do desconhecido.
Aliás, não só medo, PAVOR!

Particularmente eu gostaria de ter apresentado meu trabalho junto às pessoas que me são mais próximas no convívio diário, àquelas que tenho mais afinidade e até mais afetividade, pois isso me facilitaria a exposição das minha aprendizagens com mais naturalidade.
Também preferia ter apresentado esse trabalho a um professor e um tutor que conhecesse um pouco mais da minha caminhada, que tivesse me acompanhado na travessia por mais tempo.

Racionalmente falando,
foi bem proveitoso e até prazeroso esse trabalho com pessoas mais distantes,
proporcionando-me uma postura mais cautelosa, mais comedida, menos apaixonada das minhas aprendizagens frente a um grupo menos conhecido.

De tudo ficou a certeza de que estamos apenas começando... (Fernando...)

Stela em 04/04/08 às 00:54.

terça-feira, 11 de março de 2008

TRAVESSIA/2008 I


Pois é!
Nova travessia.
Recomeçar viagem...
Estou pensando em ir pedir ao Rei um barco!
E nada como um barco novo,
viagem nova,
novos rumos,
vislumbres de novos horizontes,
novos caminhos,
quantas novidades?
quais trilhas?
que perigos?
Ondas bravias?
mansidão...
aventuras!
Importa viajar!
Agarrar-se firme ao leme,
Juntar forças junto aos marinheiros,
Buscar apoio da tripulação.
Acreditar no comandante.
Afinal, ele é quem norteia nossa travessia.
...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Reiniciando Pead-2008 I



A cada semestre letivo que se inicia, sempre relembro uma "viagem" que a professora Nádie nos convidou!!!

E desde aquela viagem, a minha chegada ao "topo da montanha" foi muuuuuuuuuito difícil...

Lembro das muitas quedas,

escorregões,

rasgos,

cabelos desgrenhados...

fiz essa viagem só,

solitária!
Na mala, o essencial: escova de dentes, creme dental, roupas íntimas.

Minha única preocupação era chegar ao topo.

Garantir a subida.

...

Passado um ano + ou - dessa proposta,

Ainda me preocupo com a chegada,

Mas a subida não me parece mais tão solitária!

Tenho algumas pessoas bem próximos a me acompanharem:

Minha "eterna companheira Mara Braum",

minhas queridas amigas Roberta e Mara Níbia e

A certeza da companheira Nádie, antes professora, e hoje

uma incentivadora, um esteio, alguém com quem posso contar, sempre!

nessa minha "viagem no Pead TC".

Minha bagagem agora terá um bom livro ( Quintana, Cecília Meireles, até um romancezinho ) e

uma gostosa cadeira de praia, para um bom descanso no meio da caminhada!

Agora, quero curtir essa subida!

Com muito prazer e alegria.

Rodeada de amigos, colegas, companheiros!

Certeza mesmo, só que chegarei ao final dela.

Com a mala! Pesada!

Com muito trabalho,

Muita correria...

Mas muita vontade e disposição.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Retornando






Oi, comecei a pensar esse novo ano
de trabalho
de estudo
...
assim que der pra acertar as idéias
volto aqui e posto alguma coisa concreta!