Esse semestre trouxe essa importante interdisciplina para minhas reflexões.
Os textos apresentados foram muito interessantes, bem como o Fórum, que vem bombando nas nossas reflexões.
É um momento que nos permite tecermos considerações importantes sem muitas delongas.
Um espaço onde trocamos experiência, prática e teorizamos também.
Gosto muito do espaço do Fórum, pois ali é possível estreitarmos nossa reflexões com as colegas e professores, além de ser um espaço bem gostoso de bate-papo sério.
Muitas vezes sanamos dúvidas ou dificuldades de entendimento somente lendo as falas ali postadas.
Aqui, minha primeira reflexão acerca da legislação específica da educação especial:
"Fazendo as leituras sugeridas sobre a legislação da Educação Especial na Constituição Federal de 1988, as informações ali dão conta que a SEESP (Secretaria de Educação Especial) desenvolve programas, projetos e ações para implementação da Política Nacional de Educação Especial. Destacando dentre essas apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino... Programas de formação continuada de professores na educação especial, implantação de salas de recursos, escola acessível (adequação de prédios), programa BPC e Educação Inclusiva com formação para gestores e educadores... Destaca também ações de garantia de acessibilidade aos Programas Nacionais do Livro.
Chamou minha atenção aqui a data do Decreto 6571, de 17/09/2008, que diz: “... apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino para a oferta e garantia de atendimento educacional especializado, complementar à escolarização. Esse decreto é datado de 17/09/2008, vinte anos após a promulgação da Constituição Federal de 88!
O que me levou a pensar em como as questões educacionais são demoradas de acontecer em nosso país. Pois vinte anos é muito tempo para formar, preparar e instrumentalizar professores, educadores e especialistas, para atendimento qualificado aos alunos especiais que necessitam com mais urgência, talvez, de políticas públicas reais que os insira no contexto educacional nacional, com um mínimo de garantia de educação de qualidade e com respeito à diversidade.
Outro ponto que me fez refletir: porque essas informações levam tanto tempo a chegar até os professores? Tendo em vista que seremos nós os responsáveis por fazerem acontecer a educação escolar, especial ou não? Porque não nos são apresentados mais rapidamente esses programas e ações com um mínimo de tempo entre a sua criação e possível implantação?
Há muitos anos, nem sei corretamente quantos, a escola está sendo obrigada a atender todos os alunos, especiais ou não, normais ou não, superdotados ou não. Então, porque tudo tem que ser informado demoradamente a quem tem mais interesse em saber, discutir, aprender e se instrumentalizar para melhorar a qualidade do trabalho ofertado a todos?
Faz anos procuro aqui em meu município que me ofereçam uma formação melhor e mais adequada ao atendimento de alunos especiais, para que eu possa melhorar a minha prática profissional, oferecendo assim um trabalho mais de acordo com a necessidade desses alunos especiais, deficientes, aparentes ou não, que lhes possa garantir acessibilidade à aprendizagens produtivas reais, permitindo então educação de qualidade para todos. Até hoje ainda não obtive nada. Nenhuma formação, nenhuma ação do poder público em favor disso. E também não tenho recursos financeiros para custear essa formação.
Enfim, vou continuar tecendo minhas reflexões a cerca do assunto.
Este blog tem a obrigação de conter as minhas reflexões a cerca dos estudos feitos em cada interdisciplina estudada no curso de Pedagogia à Distância da Ufrgs.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
NOVO PROJETO -2009
MEU PROJETO PARA ESSE ANO LETIVO DE 2009:
INCLUSÃO CULTURAL NA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL
1. JUSTIFICATIVA
Diante da necessidade de incluirmos nossos alunos do CA dentro da cultura atual de inclusão dos novos saberes que nos cercam, buscando meios e instrumentos diversos a fim de motivar-lhes uma maior aprendizagem, e também pela necessidade de incluir todos os locais possíveis como espaços de aprendizagem, especialmente dentro do nosso Município, se faz necessário que lhes apresentemos novos instrumentos, locais e meios de apropriação de conhecimentos, permitindo-lhes uma efetiva interação entre a escola e a Cidade e aprendizagem.
2. OBJETIVO GERAL
Incluir culturalmente nossos alunos do CA na sede do Município, especificamente na Biblioteca Pública Municipal, buscando ali novas oportunidades de apropriação de saberes bem como a integração entre a escola e o Município.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Explorar as opções de estudo que a Biblioteca Pública Municipal nos permite: Tele Centro de Informática, Biblioteca e Vídeo.
· Promover encontros entre os alunos e alguns autores locais (poetas do Município)
· Visitar e conhecer os locais públicos da Cidade que nos permitam usufruir de novas aprendizagens, necessárias à vida atual.
· Incluir, digitalmente, os alunos do CA com acesso a algumas ferramentas das tecnologias da informação e da comunicação.
· Promover Hora do Conto e manuseio de livros informativos e de pesquisa.
· Aproximar escola e comunidade por meio do uso de outros espaços públicos destinados a apropriação de novos saberes.
4. ATIVIDADES
· Trabalhar textos específicos do gênero da Poesia, incluindo poetas locais.
· Realizar momentos de troca através de encontro com autor presente e alunos, com apresentação dos trabalhos produzidos.
· Realização de Hora do Conto com registro de atividades.
· Desenvolvimento de atividades específicas no computador, como jogos e aplicativos de softwares educativos.
· Registros escritos, ilustrativos, fotográficos e virtuais (blogs, wikis, emails).
· Exposição de trabalhos realizados ao longo das visitas na própria Biblioteca Pública e na escola.
5. CRONOGRAMA
As visitas serão efetivadas uma vez ao mês, com datas pré-estabelecidas.
6. METODOLOGIA
Roda de conversa, atividades em grupo, pesquisas, produções coletivas, prática nos computadores, postagens virtuais, releituras e reescritas, exposição de trabalhos, visitas à Biblioteca Pública e outros locais.
7. AVALIAÇÃO
Será satisfatório se nossos alunos se envolverem nas propostas e realizarem as atividades com dedicação, melhorando as suas aprendizagens e explorando ao máximo tudo o que pudermos para nos apropriarmos de novos saberes.
INCLUSÃO CULTURAL NA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL
1. JUSTIFICATIVA
Diante da necessidade de incluirmos nossos alunos do CA dentro da cultura atual de inclusão dos novos saberes que nos cercam, buscando meios e instrumentos diversos a fim de motivar-lhes uma maior aprendizagem, e também pela necessidade de incluir todos os locais possíveis como espaços de aprendizagem, especialmente dentro do nosso Município, se faz necessário que lhes apresentemos novos instrumentos, locais e meios de apropriação de conhecimentos, permitindo-lhes uma efetiva interação entre a escola e a Cidade e aprendizagem.
2. OBJETIVO GERAL
Incluir culturalmente nossos alunos do CA na sede do Município, especificamente na Biblioteca Pública Municipal, buscando ali novas oportunidades de apropriação de saberes bem como a integração entre a escola e o Município.
3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
· Explorar as opções de estudo que a Biblioteca Pública Municipal nos permite: Tele Centro de Informática, Biblioteca e Vídeo.
· Promover encontros entre os alunos e alguns autores locais (poetas do Município)
· Visitar e conhecer os locais públicos da Cidade que nos permitam usufruir de novas aprendizagens, necessárias à vida atual.
· Incluir, digitalmente, os alunos do CA com acesso a algumas ferramentas das tecnologias da informação e da comunicação.
· Promover Hora do Conto e manuseio de livros informativos e de pesquisa.
· Aproximar escola e comunidade por meio do uso de outros espaços públicos destinados a apropriação de novos saberes.
4. ATIVIDADES
· Trabalhar textos específicos do gênero da Poesia, incluindo poetas locais.
· Realizar momentos de troca através de encontro com autor presente e alunos, com apresentação dos trabalhos produzidos.
· Realização de Hora do Conto com registro de atividades.
· Desenvolvimento de atividades específicas no computador, como jogos e aplicativos de softwares educativos.
· Registros escritos, ilustrativos, fotográficos e virtuais (blogs, wikis, emails).
· Exposição de trabalhos realizados ao longo das visitas na própria Biblioteca Pública e na escola.
5. CRONOGRAMA
As visitas serão efetivadas uma vez ao mês, com datas pré-estabelecidas.
6. METODOLOGIA
Roda de conversa, atividades em grupo, pesquisas, produções coletivas, prática nos computadores, postagens virtuais, releituras e reescritas, exposição de trabalhos, visitas à Biblioteca Pública e outros locais.
7. AVALIAÇÃO
Será satisfatório se nossos alunos se envolverem nas propostas e realizarem as atividades com dedicação, melhorando as suas aprendizagens e explorando ao máximo tudo o que pudermos para nos apropriarmos de novos saberes.
terça-feira, 3 de março de 2009
Workshop - V 2008-2
Esse foi um dos melhores que participei!
Nosso grupo teve outra formação: permanecemos cinco colegas da mesma letra e mais sete colegas novas.
Foi um novo momento esse.
Aqui nesse encontro pudemos perceber o tanto que cada uma de nós cresceu. Nossa!
Falamos e ouvimos de democracia, de coletivo, de autoria, de diversidade, conflitos necessários,
falamos de escola nossa, do outro, e de sonho. Desejo de mudança. Falamos de conhecimento e de busca de conhecimento. Construímos muito ao longo desses cinco semestre já caminhados. E todas nós, mesmo em nossas limitações, pudemos nos fazer entender em nossas falas.
Amei essa nova formação de grupos, tomara o próximo semestre nos contemple com essa mesma forma de escolha.
Nosso grupo teve outra formação: permanecemos cinco colegas da mesma letra e mais sete colegas novas.
Foi um novo momento esse.
Aqui nesse encontro pudemos perceber o tanto que cada uma de nós cresceu. Nossa!
Falamos e ouvimos de democracia, de coletivo, de autoria, de diversidade, conflitos necessários,
falamos de escola nossa, do outro, e de sonho. Desejo de mudança. Falamos de conhecimento e de busca de conhecimento. Construímos muito ao longo desses cinco semestre já caminhados. E todas nós, mesmo em nossas limitações, pudemos nos fazer entender em nossas falas.
Amei essa nova formação de grupos, tomara o próximo semestre nos contemple com essa mesma forma de escolha.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Plano Individual de Estudos - PIE
PLANO INDIVIDUAL DE ESTUDOS
Meu plano individual de estudos apresentado no quarto semestre foi muito simples.
O objetivo geral do eixo IV foi “empenhar-me nas propostas de trabalho apresentadas pelas interdisciplinas do eixo, com o melhor aproveitamento possível, dedicando-me ao máximo dentro do meu exíguo tempo disponível, favorecendo-me uma aprendizagem mais efetiva, que possa se refletir na minha prática diária, possibilitando melhorias em favor de meus alunos”.
Tracei meus objetivos específicos baseados naquilo em que eu tinha de mais dificuldade: encontrar tempo para dar conta de várias atividades ao longo do dia. Incluindo também oferecer aos meus alunos um pouco das tecnologias da comunicação e da informação, ferramentas as quais tive a oportunidade de conhecer enquanto aluna da Pedagogia à Distância – Pead, e que aos poucos vou me apropriando: “quero levar as tecnologias que estou aprendendo a utilizar para minha sala de aulas, permitindo aos meus pequenos um contato mais direto com as ferramentas oferecidas, podendo utilizar o computador como uma forma a mais para motivá-los em busca das suas aprendizagens diárias”. Então, acrescentei meu objetivo maior quanto ao trabalho que desenvolveria em sala de aula com meus alunos: “introduzir a pesquisa científica nas minhas aulas, aos meus alunos, ensinando-os onde buscarem o assunto, o tema, o que procuram; aguçando-lhes a curiosidade, o prazer de ler, de ver, o contato direto com o mouse, a posição diferente do alfabeto no teclado, a busca pelos livros na biblioteca, o manuseio de mapas, Atlas, globo terrestre, enciclopédias”.
Para desenvolver meu pie comecei sem o laboratório de informática na escola, então me adeqüei a isso e criei primeiro um “blog manual” onde os alunos deveriam fazer registros diários das nossas aulas, num caderno específico. Esse registro deveria conter uma ilustração da atividade que mais gostaram ao longo do dia e um registro escrito (este poderia ser feito pelos pais ou quem os auxiliasse no tema de casa, até que tivessem a autonomia necessária para a escrita autônoma). Essa idéia foi aproveitada da colega Tamires, apresentada no workshop do terceiro semestre.
Então, em abril começamos nosso projeto de pesquisa na biblioteca de fato, projeto esse intitulado “Projeto de Pesquisa”. E que foi registrado nesse endereço: http://stelabixo.pbwiki.com/PESQUISA+DIETSCHI?lo=48852325.
Revendo meu plano individual de estudos percebi o quanto foram importantes esses objetivos que tracei. Numa primeira leitura aparentam serem mesmo muito simples. E são. Mas, embora tão simples, foram de uma importância tal que pude fazer com que se tornassem imprescindíveis para o desenvolvimento do meu projeto com os alunos.
Refletindo, retomando, relendo as escritas que fizemos juntos, as leituras que realizamos na roda de conversas da biblioteca, admirando as ilustrações, os livros que confeccionamos, relembrando todos esses momentos, e que não foram poucos, pois utilizamos mais de cem horas de trabalho conjunto, fiquei muito feliz de ver o quanto deu certo esse primeiro trabalho voltado à pesquisa para os meus alunos, mas que para mim foi muito mais gratificante: “pude vivenciar muitos momentos encantados juntamente com meus alunos, desde o manusear o mouse, olhar a tela do monitor, pegar, tocar no computador, buscar uma imagem e inserir no registro, ouvir e discutir as informações advindas da máquina, registrar as informações nas ilustrações, “ver e tocar a pesquisa” colocada na parede no papel pardo...” Fiquei mais feliz ainda ao poder registrar esses momentos aqui.
Para finalizar, gostaria de informar que esse foi o primeiro projeto de pesquisa científica mais elaborado que já desenvolvi com meus alunos, mas que é só o primeiro e já estou colocando em pauta novo projeto para o ano de 2009.
Meu plano individual de estudos teve algumas falhas relativas aos objetivos pessoais de estudos, pois como relatei no Portfólio de Aprendizagens do semestre passado, não consegui atingir completamente todos os objetivos traçados, mas o resultado em sala de aula foi excelente, não deixando nada a desejar nesse ano de 2008.
“Tenhamos em mente que educar é abrir caminhos, ultrapassar fronteiras, desbravar trilhas rumo aos novos horizontes. Educar é uma via de mão dupla: tanto ensinamos quanto aprendemos. Tanto doamos como recebemos. Essa é a magia essencial que concede ao homem a sabedoria e a capacidade de superar-se a cada manhã”. Gabriel Chalita, Secretário de Educação de São Paulo (2008).
Stela Maris da Rosa Dias
Meu plano individual de estudos apresentado no quarto semestre foi muito simples.
O objetivo geral do eixo IV foi “empenhar-me nas propostas de trabalho apresentadas pelas interdisciplinas do eixo, com o melhor aproveitamento possível, dedicando-me ao máximo dentro do meu exíguo tempo disponível, favorecendo-me uma aprendizagem mais efetiva, que possa se refletir na minha prática diária, possibilitando melhorias em favor de meus alunos”.
Tracei meus objetivos específicos baseados naquilo em que eu tinha de mais dificuldade: encontrar tempo para dar conta de várias atividades ao longo do dia. Incluindo também oferecer aos meus alunos um pouco das tecnologias da comunicação e da informação, ferramentas as quais tive a oportunidade de conhecer enquanto aluna da Pedagogia à Distância – Pead, e que aos poucos vou me apropriando: “quero levar as tecnologias que estou aprendendo a utilizar para minha sala de aulas, permitindo aos meus pequenos um contato mais direto com as ferramentas oferecidas, podendo utilizar o computador como uma forma a mais para motivá-los em busca das suas aprendizagens diárias”. Então, acrescentei meu objetivo maior quanto ao trabalho que desenvolveria em sala de aula com meus alunos: “introduzir a pesquisa científica nas minhas aulas, aos meus alunos, ensinando-os onde buscarem o assunto, o tema, o que procuram; aguçando-lhes a curiosidade, o prazer de ler, de ver, o contato direto com o mouse, a posição diferente do alfabeto no teclado, a busca pelos livros na biblioteca, o manuseio de mapas, Atlas, globo terrestre, enciclopédias”.
Para desenvolver meu pie comecei sem o laboratório de informática na escola, então me adeqüei a isso e criei primeiro um “blog manual” onde os alunos deveriam fazer registros diários das nossas aulas, num caderno específico. Esse registro deveria conter uma ilustração da atividade que mais gostaram ao longo do dia e um registro escrito (este poderia ser feito pelos pais ou quem os auxiliasse no tema de casa, até que tivessem a autonomia necessária para a escrita autônoma). Essa idéia foi aproveitada da colega Tamires, apresentada no workshop do terceiro semestre.
Então, em abril começamos nosso projeto de pesquisa na biblioteca de fato, projeto esse intitulado “Projeto de Pesquisa”. E que foi registrado nesse endereço: http://stelabixo.pbwiki.com/PESQUISA+DIETSCHI?lo=48852325.
Revendo meu plano individual de estudos percebi o quanto foram importantes esses objetivos que tracei. Numa primeira leitura aparentam serem mesmo muito simples. E são. Mas, embora tão simples, foram de uma importância tal que pude fazer com que se tornassem imprescindíveis para o desenvolvimento do meu projeto com os alunos.
Refletindo, retomando, relendo as escritas que fizemos juntos, as leituras que realizamos na roda de conversas da biblioteca, admirando as ilustrações, os livros que confeccionamos, relembrando todos esses momentos, e que não foram poucos, pois utilizamos mais de cem horas de trabalho conjunto, fiquei muito feliz de ver o quanto deu certo esse primeiro trabalho voltado à pesquisa para os meus alunos, mas que para mim foi muito mais gratificante: “pude vivenciar muitos momentos encantados juntamente com meus alunos, desde o manusear o mouse, olhar a tela do monitor, pegar, tocar no computador, buscar uma imagem e inserir no registro, ouvir e discutir as informações advindas da máquina, registrar as informações nas ilustrações, “ver e tocar a pesquisa” colocada na parede no papel pardo...” Fiquei mais feliz ainda ao poder registrar esses momentos aqui.
Para finalizar, gostaria de informar que esse foi o primeiro projeto de pesquisa científica mais elaborado que já desenvolvi com meus alunos, mas que é só o primeiro e já estou colocando em pauta novo projeto para o ano de 2009.
Meu plano individual de estudos teve algumas falhas relativas aos objetivos pessoais de estudos, pois como relatei no Portfólio de Aprendizagens do semestre passado, não consegui atingir completamente todos os objetivos traçados, mas o resultado em sala de aula foi excelente, não deixando nada a desejar nesse ano de 2008.
“Tenhamos em mente que educar é abrir caminhos, ultrapassar fronteiras, desbravar trilhas rumo aos novos horizontes. Educar é uma via de mão dupla: tanto ensinamos quanto aprendemos. Tanto doamos como recebemos. Essa é a magia essencial que concede ao homem a sabedoria e a capacidade de superar-se a cada manhã”. Gabriel Chalita, Secretário de Educação de São Paulo (2008).
Stela Maris da Rosa Dias
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pie/seminário Integrador,
Reflexão/prática/mudança
sábado, 6 de dezembro de 2008
Projeto Político Pedagógico X Regimento Escolar
A DEMOCRACIA É UM PROCESSO EM PERMANENTE CONSTRUÇÃO E APRENDIZAGEM,
EXIGINDO UMA VIGILÂNCIA CONSTANTE.
O REGIMENTO ESCOLAR CUMPRE O PAPEL DE TRANSPARÊNCIA
O REGIMENTO ESCOLAR CUMPRE O PAPEL DE TRANSPARÊNCIA
DA ESCOLA E É EMANADO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO.
O PROCESSO DE CONSTITUIÇÃO DO PPP E DO REGIMENTO ESCOLAR
DEVE SER UM MOVIMENTO DE PARTICIPAÇÃO AMPLA
DE TODA A COMUNIDADE ESCOLAR PARA PENSAR
PRINCÍPIOS E DIRETRIZES DA ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA.
A CONCEPÇÃO DE ESCOLA COMO INSTITUIÇÃO
RELATIVAMENTE AUTÔNOMA E RESPONSÁVEL
PELA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO EDUCATIVO
VEIO A ACONTECER SOMENTE A PARTIR DA CONSITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
1. É O INSTRUMENTO QUE REFFLETE O DESEJO TEÓRICO,
ORIENTADOR DAS PRÁTICAS ESCOLARES.
2. É A CONSTRUÇÃO COLETIVA PARA CONCRETIZAÇÃO DA AUTONOMIA DA ESCOLA E DOS PROFESSORES EXPRESSANDO SUAS
CONVICÇÕES PEDAGÓGICAS.
O PPP DEFINE O REFERENCIAL DA ESCOLA DESEJADA:
1. O PAPEL DOS DIFERENTES SEGMENTOS
2.CONHECIMENTO
3. CURRÍCULO
4. AVALIAÇÃO
5. OUTROS ASPECTOS IMPORTANTES
A FORMULAÇÃO DO PPP REPRESENTA:
1. UM ESPAÇO PARA A CONSTRUÇÃO COLETIVA DE UMA ESCOLA PÚBLICA DEMOCRÁTICA
2. É O REFLEXO DA ESCOLA DESEJADA
O REGIMENTO ESCOLAR
1. É A TRADUÇÃO DESSE PROJETO EM NORMAS
LEVANDO EM CONTA AS ESPECIFICIDADES
DE CADA ESCOLA.
2. É A REGULAMENTAÇÃO EM NORMAS ESPECÍFICAS DOS CAMINHOS A SEREM SEGUIDOS
3. É O MODO COMO A ESCOLA SE ORGANIZARÁ PARA PÔR EM PRÁTICA ESSAS OPÇÕES TEÓRICAS
4. O REGIMENTO ESCOLAR, QUE DO PPP SE ORIGINA, TAMBÉM SERÁ ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO COLETIVA
5. É A OPERACIONALIZAÇÃO DAQUILO QUE ACREDITAMOS QUE PODEMOS CONSTRUIR
“A ESCOLA SÓ SERÁ MUDADA COM UM TRABALHO PACIENTE,
DIFÍCIL E HONESTO.
PARA CONSTRUIR UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA,
PARA UM MUNDO MAIS JUSTO E MAIS SOLIDÁRIO,
É PRECISO ENFRENTAMENTOS.”
(Bernard Charlot)
(Bernard Charlot)
Marcadores:
Org do Ensino Fundamental/2008-2,
PPP/REGIMENTO
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO
Assisti a parte 1 do vídeo Gestão Democrática – Teoria e prática.
Nas falas dos convidados ali, professora Isabel Pedroso, professora Lisete Gomes e o professor Jorge Najjar entende-se claramente que a gestão democrática é um processo importantíssimo de construção coletiva. A construção da gestão democrática na escola passa a ser a representação de vários atores, contribuindo e ocupando espaços para um melhor desempenho das práticas pedagógicas, permitindo com isso a luta por uma escola melhor, de mais qualidade. A participação efetiva desse atores permite um processo final mais rico, mais amplo de possibilidades de se construir uma escola melhor gestada e melhor vivida. Essa democratização escolar é um desafio grande a ser vencido, pois envolve muitas pessoas, muitas idéias, pensamentos diferentes. Que necessitam chegar a um acordo: o que é melhor para essa instituição? O que pensam e o que querem a comunidade do entorno, os alunos, os profissionais que ali trabalham? os administradores que a gerem? A prática pedagógica está sendo desafiada a permitir uma “intromissão” (aqui como sinônimo de participação coletiva efetiva) da parte de todos os que nela vivem. É necessário que todos nós, sujeitos envolvidos nessa construção, participemos desse caminhar, debatendo, discutindo, garantindo nosso direito de discordar e apontar soluções em prol da coletividade, aceitando e refazendo nossa atuação frente aos alunos e aos novos desafios que nos rodeiam. Ampliar a democracia é um exercício de aprimoração, que nos permitirá aperfeiçoar essa caminhada, conforme a professora Isabel destacou no vídeo.
Conforme o vídeo ia passando, fui me lembrando que eu mesma participei em 99 e em 2000 da construção do PPP de duas escolas municipais em que trabalhei. As reuniões se davam com muitos participantes, havia discussões acaloradas. Todos se envolviam e juntos chegamos à conclusão do melhor passo, da melhor forma de se alcançar uma educação melhor, uma prática pedagógica mais efetiva. Todas essas reuniões eram possibilitadas em horários que todos participavam. P.s. Aqui nas escolas municipais os professores ainda são cargos políticos indicados pelos prefeitos. Inclusive hoje trabalho numa escola municipal de educação infantil que nos possibilita sempre a discussão coletiva quando temos “acertos, arestas” a aparar. Paramos todos os segmentos, chamamos os pais, por turmas, e discutimos por uma melhor solução.
Em 2003 fui nomeada professora no Estado, entrei numa escola com diretor eleito pela comunidade, com PPP e regimento escolar. Mas, me parece até hoje que essa construção democrática não se mostra tão democrática assim. Os professores que ali atuam não se encontram nunca para nenhum acréscimo, nenhuma mudança, não acontece nenhum debate real do que está sendo feito, da prática pedagógica de consenso, por uma melhor qualidade da educação ofertada. Os encontros que se dão ainda são os conselhos de classes. Ainda não participei de uma reunião coletiva em que todos os segmentos da escola estejam presentes, que opinem, que ofereçam soluções. Tudo sempre fica na crítica, só pela crítica mesmo, nenhum apontamento de discussão que possibilite uma coesão de idéias para melhoria pedagógica. A maioria dos professores só se encontra ali no seu horário de trabalho, dá a sua aula e vai para outra (s) escola. Incluindo a mim, que trabalho em duas...
Nas falas dos convidados ali, professora Isabel Pedroso, professora Lisete Gomes e o professor Jorge Najjar entende-se claramente que a gestão democrática é um processo importantíssimo de construção coletiva. A construção da gestão democrática na escola passa a ser a representação de vários atores, contribuindo e ocupando espaços para um melhor desempenho das práticas pedagógicas, permitindo com isso a luta por uma escola melhor, de mais qualidade. A participação efetiva desse atores permite um processo final mais rico, mais amplo de possibilidades de se construir uma escola melhor gestada e melhor vivida. Essa democratização escolar é um desafio grande a ser vencido, pois envolve muitas pessoas, muitas idéias, pensamentos diferentes. Que necessitam chegar a um acordo: o que é melhor para essa instituição? O que pensam e o que querem a comunidade do entorno, os alunos, os profissionais que ali trabalham? os administradores que a gerem? A prática pedagógica está sendo desafiada a permitir uma “intromissão” (aqui como sinônimo de participação coletiva efetiva) da parte de todos os que nela vivem. É necessário que todos nós, sujeitos envolvidos nessa construção, participemos desse caminhar, debatendo, discutindo, garantindo nosso direito de discordar e apontar soluções em prol da coletividade, aceitando e refazendo nossa atuação frente aos alunos e aos novos desafios que nos rodeiam. Ampliar a democracia é um exercício de aprimoração, que nos permitirá aperfeiçoar essa caminhada, conforme a professora Isabel destacou no vídeo.
Conforme o vídeo ia passando, fui me lembrando que eu mesma participei em 99 e em 2000 da construção do PPP de duas escolas municipais em que trabalhei. As reuniões se davam com muitos participantes, havia discussões acaloradas. Todos se envolviam e juntos chegamos à conclusão do melhor passo, da melhor forma de se alcançar uma educação melhor, uma prática pedagógica mais efetiva. Todas essas reuniões eram possibilitadas em horários que todos participavam. P.s. Aqui nas escolas municipais os professores ainda são cargos políticos indicados pelos prefeitos. Inclusive hoje trabalho numa escola municipal de educação infantil que nos possibilita sempre a discussão coletiva quando temos “acertos, arestas” a aparar. Paramos todos os segmentos, chamamos os pais, por turmas, e discutimos por uma melhor solução.
Em 2003 fui nomeada professora no Estado, entrei numa escola com diretor eleito pela comunidade, com PPP e regimento escolar. Mas, me parece até hoje que essa construção democrática não se mostra tão democrática assim. Os professores que ali atuam não se encontram nunca para nenhum acréscimo, nenhuma mudança, não acontece nenhum debate real do que está sendo feito, da prática pedagógica de consenso, por uma melhor qualidade da educação ofertada. Os encontros que se dão ainda são os conselhos de classes. Ainda não participei de uma reunião coletiva em que todos os segmentos da escola estejam presentes, que opinem, que ofereçam soluções. Tudo sempre fica na crítica, só pela crítica mesmo, nenhum apontamento de discussão que possibilite uma coesão de idéias para melhoria pedagógica. A maioria dos professores só se encontra ali no seu horário de trabalho, dá a sua aula e vai para outra (s) escola. Incluindo a mim, que trabalho em duas...
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