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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Seminário Integrador X PAs

Esse ano letivo de 2009 foi muito importante para mim na interdisciplina do Seminário Integrador, pois ampliou um pouco os conhecimentos da metodologia dos Projetos de Aprendizagem.
Realizamos um PA no eixo cinco, que muito me frustrou por ter ficado inconcluso. Não conseguimos comprometimento dos integrantes do grupo, não conseguimos nos reunir mais vezes e não pensamos juntas o tanto que deveríamos para construir uma aprendizagem mais significativa do processo de construção de conceitos importantes, quanto ao trabalho de projetos e quanto ao trabalho em grupo. O assunto também não produziu uma busca que nos acrescentasse muita autoria, não damos conta de aglutinar nossas ideias, integrando-as ao texto produzido enquanto grupo de aprendizagem.

No eixo seis foi proposto retomar o trabalho de PAs.
Frustrada pelo primeiro PA não ter me permitido muito entrosamento e nem acrescentado alguma coisa que possibilitasse um melhor entendimento da proposta, como meio prazeroso de trabalhar enquanto aluna, acabamos nos envolvendo em um novo PA, com nova formação de grupo.
Então passamos por várias etapas durante essa nova construção: o tema proposto foi muito discutido, a pergunta inicial foi difícil de acertar, perdemos uma colega importante no meio do semestre, Mara Braum, e o trabalho foi realizado praticamente por mim, com ajuda da Maria e da Elaine. Mesmo sem muito entrosamento entre nós, fomos levando esse PA.

Nesse sétimo semestre, enfim concluímos o texto final, onde eu mesma dei a redação ao texto. E me surpreendi com o tanto que acrescentou esse trabalho a mim, enquanto aluna e professora: partimos de um trabalho exigido pela SMEC Municipal de Arroio do Sal, que nos obrigou a realizar dois encontros de formação para os professores municipais que não estavam interessados nessa obrigação de lá estarem, ainda mais com alunas iniciantes nas tecnologias da comunicação e da informação, e ainda por cima, colegas deles mesmos!

Ao reunir todos os nossos estudos, as nossas conversas, as postagens dos colegas, enfim, refletindo nossa caminhada de trabalho, pude perceber significativas aprendizagens: nosso trabalho de formação desacomodou e desafiou alguns dos professores a confiarem em nossa fala, e a experimentarem esse trabalho com seus alunos.
O mais importante para mim foi que na escola municipal em que atuo, onde eu era a única professora que levava a minha turma de alunos do pré-escolar (4/5 anos) à Biblioteca Pública Municipal para utilização dos computadores pelos alunos no Telecentro ali oferecido, mais quatro colegas passaram a usar esse espaço público com seus alunos também.

Fiquei bem feliz com essa descoberta, que foi permitida pelo nosso PA, pois foi fruto da mostra do meu trabalho que as permitiu incluírem a si e aos seus pequenos no telecentro da Biblioteca, usando os computadores.

Aqui está o link do nosso texto final.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

LINGUAGEM E EDUCAÇÃO

Essa interdisicplina ofereceu o texto "Tem um monstro no meio da minha história", de Taís Gurgel que me foi muito importante essa leitura.

Trata das narrativas das crianças, onde "ficção e relato de experiências vividas se combinam na narrativa infantil", cfe Maria Cecília Perroni citada no referido texto.

Tenho um aluno da pré-escola que faz suas narrativas sempre com utilização de muita ficção e isso estava me preocupando.

Estava!, pois após essa leitura, entendi atarvés dessa fala: "o faz-de-conta presente no pensamento infantil aparece na hora da conversa e as crianças tendem a emandar o real vivenciado com a imaginação, a aventura... a criança brinca com a realidade extravasando-a para experimentar outros papéis e situações", cfe Gilka Girardello (ufsc) citado no texto de Taís Gurgel.

Minha preocupação foi relatada numa reflexão da primeira visita que fizemos na Biblioteca Pública Municipal aqui em Arroio do Sal, onde realizo o projeto intitulado INCLUSÃO LITERÁRIA E CULTURAL NA BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL. Está registrada nesse endereço: WORK Bem-Me-Quer.

A explicação da autora que me fez mais tranquila quanto ao assunto foi essa: "a distinção entre ficção e realidade ainda está em desenvolvimento nos anos da educação infantil - e sempre deve ser considerada nas conversas com os pequenos... isso se relaciona com o SINCRETISMO, uma das características mais vivas do pensamento infantil: a liberdade de associar elementos da realidade segundo os seus critérios".

domingo, 7 de dezembro de 2008

Plano Individual de Estudos - PIE

PLANO INDIVIDUAL DE ESTUDOS

Meu plano individual de estudos apresentado no quarto semestre foi muito simples.
O objetivo geral do eixo IV foi “empenhar-me nas propostas de trabalho apresentadas pelas interdisciplinas do eixo, com o melhor aproveitamento possível, dedicando-me ao máximo dentro do meu exíguo tempo disponível, favorecendo-me uma aprendizagem mais efetiva, que possa se refletir na minha prática diária, possibilitando melhorias em favor de meus alunos”.
Tracei meus objetivos específicos baseados naquilo em que eu tinha de mais dificuldade: encontrar tempo para dar conta de várias atividades ao longo do dia. Incluindo também oferecer aos meus alunos um pouco das tecnologias da comunicação e da informação, ferramentas as quais tive a oportunidade de conhecer enquanto aluna da Pedagogia à Distância – Pead, e que aos poucos vou me apropriando: “quero levar as tecnologias que estou aprendendo a utilizar para minha sala de aulas, permitindo aos meus pequenos um contato mais direto com as ferramentas oferecidas, podendo utilizar o computador como uma forma a mais para motivá-los em busca das suas aprendizagens diárias”. Então, acrescentei meu objetivo maior quanto ao trabalho que desenvolveria em sala de aula com meus alunos: “introduzir a pesquisa científica nas minhas aulas, aos meus alunos, ensinando-os onde buscarem o assunto, o tema, o que procuram; aguçando-lhes a curiosidade, o prazer de ler, de ver, o contato direto com o mouse, a posição diferente do alfabeto no teclado, a busca pelos livros na biblioteca, o manuseio de mapas, Atlas, globo terrestre, enciclopédias”.

Para desenvolver meu pie comecei sem o laboratório de informática na escola, então me adeqüei a isso e criei primeiro um “blog manual” onde os alunos deveriam fazer registros diários das nossas aulas, num caderno específico. Esse registro deveria conter uma ilustração da atividade que mais gostaram ao longo do dia e um registro escrito (este poderia ser feito pelos pais ou quem os auxiliasse no tema de casa, até que tivessem a autonomia necessária para a escrita autônoma). Essa idéia foi aproveitada da colega Tamires, apresentada no workshop do terceiro semestre.

Então, em abril começamos nosso projeto de pesquisa na biblioteca de fato, projeto esse intitulado “Projeto de Pesquisa”. E que foi registrado nesse endereço: http://stelabixo.pbwiki.com/PESQUISA+DIETSCHI?lo=48852325.

Revendo meu plano individual de estudos percebi o quanto foram importantes esses objetivos que tracei. Numa primeira leitura aparentam serem mesmo muito simples. E são. Mas, embora tão simples, foram de uma importância tal que pude fazer com que se tornassem imprescindíveis para o desenvolvimento do meu projeto com os alunos.

Refletindo, retomando, relendo as escritas que fizemos juntos, as leituras que realizamos na roda de conversas da biblioteca, admirando as ilustrações, os livros que confeccionamos, relembrando todos esses momentos, e que não foram poucos, pois utilizamos mais de cem horas de trabalho conjunto, fiquei muito feliz de ver o quanto deu certo esse primeiro trabalho voltado à pesquisa para os meus alunos, mas que para mim foi muito mais gratificante: “pude vivenciar muitos momentos encantados juntamente com meus alunos, desde o manusear o mouse, olhar a tela do monitor, pegar, tocar no computador, buscar uma imagem e inserir no registro, ouvir e discutir as informações advindas da máquina, registrar as informações nas ilustrações, “ver e tocar a pesquisa” colocada na parede no papel pardo...” Fiquei mais feliz ainda ao poder registrar esses momentos aqui.

Para finalizar, gostaria de informar que esse foi o primeiro projeto de pesquisa científica mais elaborado que já desenvolvi com meus alunos, mas que é só o primeiro e já estou colocando em pauta novo projeto para o ano de 2009.

Meu plano individual de estudos teve algumas falhas relativas aos objetivos pessoais de estudos, pois como relatei no Portfólio de Aprendizagens do semestre passado, não consegui atingir completamente todos os objetivos traçados, mas o resultado em sala de aula foi excelente, não deixando nada a desejar nesse ano de 2008.

“Tenhamos em mente que educar é abrir caminhos, ultrapassar fronteiras, desbravar trilhas rumo aos novos horizontes. Educar é uma via de mão dupla: tanto ensinamos quanto aprendemos. Tanto doamos como recebemos. Essa é a magia essencial que concede ao homem a sabedoria e a capacidade de superar-se a cada manhã”. Gabriel Chalita, Secretário de Educação de São Paulo (2008).

Stela Maris da Rosa Dias

terça-feira, 15 de julho de 2008

Reciclagem

Então visitei a nossa querida colega Vanícia.
Comentei sua última postagem:
"Oi Vanícia, para nós educadores é vital essa reciclagem,
pois nos permite refletir nossa prática de ensino.
Tomara possamos ter sempre algum lugar como esse aqui,
onde possamos "beber da fonte de novos conhecimentos, novas buscas, novos olhares..."
Enfim, que pratiquemos mais essa reciclagem como busca do novo!"

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ainda pensando...1

Oi Tamires, em nossas escolas temos muitos tipos de professores, mesmo.
Não precisamos ir muito longe para encontrarmos “acomodados, desinteressados, insatisfeitos!” Mal-pagos alguns, mas outros tantos ganham por aquilo que fazem.
Alguns de nós procuramos fazer diferente, melhorar a qualidade da educação que
oferecem aos alunos, tentando fazer uma escola mais crítica, mais voltada ao interesse do aluno, mais curiosa, mais prazerosa.
Compartilhar saberes deveria ser a proposta, o objetivo de todos nós, educadores responsáveis e comprometidos com uma escola melhor.
Beijos

Stela 09.07.08 ás 20.18

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Convite para visita

Essa visita que fiz a Rosi, foi um convite da professora Nádie.
Deixei esse recado:
"Que maravilha podermos refletir e encontrar palavras
tão acertadas para descrever o quanto construímos/aprendemos
nesse eixoIV. Nossa profissão nos permite esses acertos,
pois do contrário, talvez fizéssemos muito mal aos nossos
alunos quando erramos em algumas coisas!
É o desafio que nos move na busca de conhecer mais,
e óbvio que nosso aluno também será movido por esse desafio,
basta somente que possibilitemos essa descoberta.
Idéias estão ai para serem repensadas, refletidas,
consequentemente, reformuladas.
Parabéns pela tua postagem, me fez pensar muito para comentá-la."
Faltou esse acréscimo: "idéias estão aí para serem compartilhadas, degustadas, saboreadas".
Stela 07.07.08 às 07.27 da manhã

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Tempo de Visitas -3

Oi Loiva, concordo plenamente contigo.
As aulas de ciências foram muito boas no sentido de mostrar
uma nova postura diante do já conhecido,
nos permitindo repensar tudo que ouvimos,
que nos é dado como certo e garantido.
Quantos enganos repassamos aos nossos alunos, heim?!
Felizmente temos a oportunidade de sermos alertados sobre isso,
e podemos dizer aos nossos alunos para duvidarem também de tudo o que ouvem.
Beijos

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tempo de Visitas 2

Dessa vez foi a Maria Cristina a visitada.

"Então, Cristina, quantas coisas fazemos e por vezes
deixamos de contar aos outros, coisas tão importantes
quanto essa postagem nos deixa "pensar".
Também faço muitas coisas bacanas, mas o que é mais importante
é o fato de podermos nos encantar com tudo isso.
A cada vez que um dos meus pequenos me olha com
aqueles olhinhos curiosos, chego a ver es estrelinhas saltando deles!
E não só penso, mas digo à minha orientadora da Diestchi: tomara eles consigam manter esse olhar curioso para o resto dos seus dias aqui na escola."
Tomara!


Visitei Terezinha
Oi Terezinha, também fiquei em dúvida quanto a dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo, afinal somos mães, alunas e professoras, tudo ao mesmo tempo. E haja tempo pra tantas coisas! Cada uma exigindo cada vez mais da gente. Problemas temos aos montes, em determinados momentos pensamos em desistir mesmo. Mas...Estamos aqui novamente, final de semestre, correndo pra terminat tudo a contento.

Tempo de Visitas - 1

Visitei o blog da Edinara.
Oi Edinara, tudo bem contigo?
Achei bem interessante tua colocação sobre
"com o passar do tempo" deixamos de perguntar,
tenho a impressão que é porque alguns educadores pensam que já sabem tudo,
portanto questionamentos não são mais importantes de se fazerem!
Tomara nós não tenhamos essa certeza nunca.
Pois esse momento está me possibilitando algumas reflexões e constatações
rápidas através dessas visitas.
Gostei de fazer essas visitas, não fosse a nossa total falta de tempo, seria bem importante esse exercício ao longo do semestre, pois poderíamos realmente ver outros pensares, outras constatações, outras falas...
Poderíamos sair do nosso lugar comum que por vezes nos colocamos, e dialogarmos um pouquinho mais com outras pessoas, que não nós mesmas!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Tempo de Visitas

Enfim, posso me dar ao luxo de sair por ai.
Visitando os blogs dos colegas.
Hoje visitei a Gizelda, pessoa muito querida e dedicada, de fácil leitura seus escritos.
Postei isso e quero deixar registrado:
Pois então minha amiga Gizelda.
Não é fácil darmos conta de tantos porquês diariamente...
Mas aprendemos também diariamente a conduzir essas indagações com mais parceria junto aos nossos alunos.
Até algúm tempo atrás os educadores sequer se preocupavam em perguntar,
imediatamente já respondiam tudo aos alunos, entregando-lhes tudo pronto, a começar pela famigerada folha mimeografada!
Hoje estamos no "tempo de construir cooperativamente", instigando nossos alunos que construam, criem e recriem todo o seu conhecer/aprender.
Que bom vivermos esse tempo!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

SEMINÁRIO INTEGRADOR IV

Enfim, consegui retornar até aqui.
Meus problemas particulares não me permitiram esse retorna antes.
Bom, com relação às últimas atividades propostas por essa interdisciplina (?) gostaria de colocar que foram muito interessantes de serem realizadas.
Primeiro: a proposta de aguçar a curiosidade dos meus alunos e registrar um pouco dessas, foi muito boa, gostosa de aplicar. Como já expliquei no wiki, fiz uma "roda de curiosidades" e desafiei aos meus pequenos que me perguntassem aquilo que tinham curiosidade em saber. Mas não podia ser qualquer curiosidade, não! Era necessário que pensassem mesmo em algo bem curioso.
Nossa "roda de conversa" fervilhou de empolgação. A cada pergunta feita por um aluno, todos os outros respondiam! E defendiam mesmo a sua resposta.

Olha só essa: "Como não vai existir sereia? Então não poderiam ter feito os filmes! Lá (nos filmes) as sereias aparecem, então elas existem.
E tem essa aqui também: "As estrelas foram feitas de pedaços do sol, tu não vês que elas são brilhantes?"
"Como que tu não sabe que tijolo é feito de barro e depois vai no forno?"

Foi um momento delicioso esse.

Então, fazendo as leituras propostas, agorinha ainda terminei-as, pude constatar a validade dessa prática para que possamos despertar em nosso aluno um olhar mais aguçado frente às temáticas que envolvem toda nossa vida escolar: a nossa vida de educador, que nos permite mostrar ao nosso aluno uma prática coerente e íntegra, para servir-lhe de exemplo. Se minha prática é desafiadora, se permito ao meu aluno perceber isso através de meu posicionamente frente à sua curiosidade, permitindo-lhe buscar uma resposta, discutindo-a com os outros e comigo e consigo mesmo, podendo trazer a dúvida, o argumento, a certeza, então é certo que meu aluno aprenderá a também fazer isso. Mattwew Lipman deixa bem claro "a importância de trazer a curiosidade do aluno à tona, envolvendo não somente a ele nesse questionamento, na descoberta das respostas". E isso se fez bem claro a cada pergunta da nossa "roda". Pois fervilhavam respostas, e argumentos para garantir que essa era a mais acertada.

Uma outra fala do autor me fez pensar mais um pouquinho "quando um professor pretende saber tudo, as crianças ficam com a impressão de que o conhecimento consiste em somente emitir resposta memorizada, em vez de algo a ser buscado e criado". Aqui me lembrei de quantas vezes caímos nesse erro. Nós mesmo precisamos admitir que não acertamos sempre... Mas, o mais importante de tudo isso que me ficou, foi a certeza de que todos nós podemos modificar nossa a prática pedagógica, melhorando-a diariamente. Podemos começar a praticar mais "perguntas" ao invés de dar tantas respostas aos nossos alunos.

Muito boa as sugestões de leituras apresentadas, me envolveram mesmo, tanto que fiz um "esforço danado" pra dar conta de lê-las. E fizeram jus ao trabalho proposto.
Sinceramente, foi muito válido, pois embora eu procure sempre dar muita liberdade de meus alunos pensarem, sugerindo atividades que os levam a questionarem o que fazemos juntos na sala, diariamente, e para que servem afinal essas atividades, me fará buscar ainda mais, ampliando a curiosidade dos meus pequenos, que já não é pouca!