Esse ano letivo de 2009 foi muito importante para mim na interdisciplina do Seminário Integrador, pois ampliou um pouco os conhecimentos da metodologia dos Projetos de Aprendizagem.
Realizamos um PA no eixo cinco, que muito me frustrou por ter ficado inconcluso. Não conseguimos comprometimento dos integrantes do grupo, não conseguimos nos reunir mais vezes e não pensamos juntas o tanto que deveríamos para construir uma aprendizagem mais significativa do processo de construção de conceitos importantes, quanto ao trabalho de projetos e quanto ao trabalho em grupo. O assunto também não produziu uma busca que nos acrescentasse muita autoria, não damos conta de aglutinar nossas ideias, integrando-as ao texto produzido enquanto grupo de aprendizagem.
No eixo seis foi proposto retomar o trabalho de PAs.
Frustrada pelo primeiro PA não ter me permitido muito entrosamento e nem acrescentado alguma coisa que possibilitasse um melhor entendimento da proposta, como meio prazeroso de trabalhar enquanto aluna, acabamos nos envolvendo em um novo PA, com nova formação de grupo.
Então passamos por várias etapas durante essa nova construção: o tema proposto foi muito discutido, a pergunta inicial foi difícil de acertar, perdemos uma colega importante no meio do semestre, Mara Braum, e o trabalho foi realizado praticamente por mim, com ajuda da Maria e da Elaine. Mesmo sem muito entrosamento entre nós, fomos levando esse PA.
Nesse sétimo semestre, enfim concluímos o texto final, onde eu mesma dei a redação ao texto. E me surpreendi com o tanto que acrescentou esse trabalho a mim, enquanto aluna e professora: partimos de um trabalho exigido pela SMEC Municipal de Arroio do Sal, que nos obrigou a realizar dois encontros de formação para os professores municipais que não estavam interessados nessa obrigação de lá estarem, ainda mais com alunas iniciantes nas tecnologias da comunicação e da informação, e ainda por cima, colegas deles mesmos!
Ao reunir todos os nossos estudos, as nossas conversas, as postagens dos colegas, enfim, refletindo nossa caminhada de trabalho, pude perceber significativas aprendizagens: nosso trabalho de formação desacomodou e desafiou alguns dos professores a confiarem em nossa fala, e a experimentarem esse trabalho com seus alunos.
O mais importante para mim foi que na escola municipal em que atuo, onde eu era a única professora que levava a minha turma de alunos do pré-escolar (4/5 anos) à Biblioteca Pública Municipal para utilização dos computadores pelos alunos no Telecentro ali oferecido, mais quatro colegas passaram a usar esse espaço público com seus alunos também.
Fiquei bem feliz com essa descoberta, que foi permitida pelo nosso PA, pois foi fruto da mostra do meu trabalho que as permitiu incluírem a si e aos seus pequenos no telecentro da Biblioteca, usando os computadores.
Aqui está o link do nosso texto final.
Este blog tem a obrigação de conter as minhas reflexões a cerca dos estudos feitos em cada interdisciplina estudada no curso de Pedagogia à Distância da Ufrgs.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009
terça-feira, 24 de junho de 2008
Reflexão auto avaliação
Vivenciamos um histórico educacional muito conturbado em nosso país. Primeiro com uma educação elitizada, privilégio de poucos, depois em meio a uma ditadura que devastou desse meio pessoas tão importantes como Paulo Freire, tornando nossa escola “uma escola de cordeiros, escola do medo, sem voz e sem vez, tanto aos alunos como a nós educadores”. E, não bastasse tudo isso, ainda hoje vivendo uma educação tão desqualificada, em que nossos governantes pouco ou nada fazem para melhorar o nível do que ensinamos/aprendemos para e com os nossos alunos, em muitos casos até nos atrapalhando, pois que poderíamos fazer mais e melhor se nos fosse permitido isso.
Assistir ao filme proposto para essa atividade e a leitura dos textos (que finalmente pude fazer nesse semestre) foi algo muito prazeroso, gostoso e saboroso de ver, ouvir e ler.
A fala desses ícones da nossa educação hoje, vieram confirmar o quanto podemos realizar nesse espaço da escola, espaço esse que nos é dado sem nenhuma condição de trabalho: salas sucateadas, mesas e cadeiras nada atrativas, sem cor, sem vivacidade; quadro verde também sem muita vida; laboratórios nem pensar. Mas em meio a tanto descaso, ainda assim me considero uma educadora muito feliz! Posso levar meus alunos para o pátio, no entorno da escola, até podemos nos dar ao luxo de algumas viagenzinhas pelo município. Uso minha criatividade diariamente, desenvolvo vários projetos e trabalhos que me proporcionam essa alegria. Tenho como metodologia introduzir todos os assuntos e atividades através da nossa roda de conversas, então vamos diariamente para o chão da biblioteca, ou da sala de aula, ou da sala vizinha, ou no refeitório e até mesmo na rua. Isso me permite muito movimento, muita ação, e os meus pequenos adoram essas saídas para outros tantos lugares. Uma palavra que faz parte da minha prática diária e que me identificará eternamente é ACOLHIMENTO. Acolhimento ao aluno, às descobertas, as dúvidas, os medos, a insegurança dos meus pequenos quanto a buscar saberes, juntando aquilo que já sabem, mais o que fazemos juntos e tudo o que ainda podemos aprender, construindo nossa aprendizagem diária através das nossas vivências coletivas. Rubem Alves disse: “o segredo da educação é a cabeça do professor, o aluno é companheiro de uma grande aventura, bastando só envolvê-lo”. Não precisamos mais nada mesmo, até por isso conseguimos dar aula sem nenhuma condição de habitabilidade nas nossas escolas, no sentido de envolvermos nossos alunos na aprendizagem diária, com cumplicidade de juntos buscarmos isso, nos deliciando-nos a cada conquista. Toda vez que um dos meus pequenos fala “profe, como vamos saber isso?” fico encantada. Aqui começa a nossa busca, juntos, por mais alguma coisa que não só a aprendizagem das letras, da palavra só. Mas toda a busca pelo prazer de juntarmos letras, formarmos palavras e escrevermos nossas descobertas é o que me move diariamente às duas escolas em que trabalho. Não fosse o respeito que tenho aos meus alunos, e o compromisso que assumi no dia da minha formatura, de tornar-me uma educadora de crianças, assumindo todos os riscos que essa profissão acarreta, confesso que já teria desistido de ser professora, em favor de uma profissão menos desgastante, mas seria muita covardia fazer isso. Eu quis ser professora, e continuo querendo sempre. Agora é manter o barco, em todas as direções que ele for, com todos os perigos que podemos encontrar a cada onda mais forte, a cada correnteza mais perigosa... Em cada medo que chega, podemos nos fortalecer juntos, e juntos.com@ é que sei fazer educação. Meus alunos não precisam de mim para aprenderem a leitura e escrita da palavra. Mas nos precisamos juntos para vivermos essa aventura de aprender.
Assistir ao filme proposto para essa atividade e a leitura dos textos (que finalmente pude fazer nesse semestre) foi algo muito prazeroso, gostoso e saboroso de ver, ouvir e ler.
A fala desses ícones da nossa educação hoje, vieram confirmar o quanto podemos realizar nesse espaço da escola, espaço esse que nos é dado sem nenhuma condição de trabalho: salas sucateadas, mesas e cadeiras nada atrativas, sem cor, sem vivacidade; quadro verde também sem muita vida; laboratórios nem pensar. Mas em meio a tanto descaso, ainda assim me considero uma educadora muito feliz! Posso levar meus alunos para o pátio, no entorno da escola, até podemos nos dar ao luxo de algumas viagenzinhas pelo município. Uso minha criatividade diariamente, desenvolvo vários projetos e trabalhos que me proporcionam essa alegria. Tenho como metodologia introduzir todos os assuntos e atividades através da nossa roda de conversas, então vamos diariamente para o chão da biblioteca, ou da sala de aula, ou da sala vizinha, ou no refeitório e até mesmo na rua. Isso me permite muito movimento, muita ação, e os meus pequenos adoram essas saídas para outros tantos lugares. Uma palavra que faz parte da minha prática diária e que me identificará eternamente é ACOLHIMENTO. Acolhimento ao aluno, às descobertas, as dúvidas, os medos, a insegurança dos meus pequenos quanto a buscar saberes, juntando aquilo que já sabem, mais o que fazemos juntos e tudo o que ainda podemos aprender, construindo nossa aprendizagem diária através das nossas vivências coletivas. Rubem Alves disse: “o segredo da educação é a cabeça do professor, o aluno é companheiro de uma grande aventura, bastando só envolvê-lo”. Não precisamos mais nada mesmo, até por isso conseguimos dar aula sem nenhuma condição de habitabilidade nas nossas escolas, no sentido de envolvermos nossos alunos na aprendizagem diária, com cumplicidade de juntos buscarmos isso, nos deliciando-nos a cada conquista. Toda vez que um dos meus pequenos fala “profe, como vamos saber isso?” fico encantada. Aqui começa a nossa busca, juntos, por mais alguma coisa que não só a aprendizagem das letras, da palavra só. Mas toda a busca pelo prazer de juntarmos letras, formarmos palavras e escrevermos nossas descobertas é o que me move diariamente às duas escolas em que trabalho. Não fosse o respeito que tenho aos meus alunos, e o compromisso que assumi no dia da minha formatura, de tornar-me uma educadora de crianças, assumindo todos os riscos que essa profissão acarreta, confesso que já teria desistido de ser professora, em favor de uma profissão menos desgastante, mas seria muita covardia fazer isso. Eu quis ser professora, e continuo querendo sempre. Agora é manter o barco, em todas as direções que ele for, com todos os perigos que podemos encontrar a cada onda mais forte, a cada correnteza mais perigosa... Em cada medo que chega, podemos nos fortalecer juntos, e juntos.com@ é que sei fazer educação. Meus alunos não precisam de mim para aprenderem a leitura e escrita da palavra. Mas nos precisamos juntos para vivermos essa aventura de aprender.
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