“Saber que não posso passar despercebido pelos alunos, e que a maneira como me percebem me ajuda ou desajuda no cumprimento de minha tarefa de professor, aumenta em mim os cuidados com o meu desempenho”. Paulo Freire, 1996.
O que é planejar?
A partir de um fragmento do texto “Planejamento em busca de caminhos”, de Maria Bernadette Castro Rodrigues, realizar um estudo sobre o texto, articulando suas experiências docentes com os apontamentos da autora.
Ao realizar a leitura do fragmento da Maria Bernadette Castro Rodrigues me reportei ao meu primeiro ano de professora em sala de aula, onde éramos duas professoras numa escola de zona rural, de classe multisseriada. Ao finalizar o ano letivo, viemos até a Smec entregar os cadernos da chamada.
Descobrimos ali que tínhamos que registrar bimestralmente no diário de classe o plano de curso. Sentamos, pegamos nossos cadernos de registros diários das aulas e fizemos o referido registro. A supervisora da Secretaria até nos elogiou no sentido de que aquele era o plano real das aulas dadas!
Outro fato que relembrei foi o da solicitação da supervisora da CRE, na escola estadual que trabalho, no início do Governo Ieda, de apresentarmos nosso plano de trabalho por escrito á direção da escola, de um modo flexível, que podia ser mensal, bimestral, trimestral,...ou conforme nossa vontade.
Nesses dois momentos duas coisas ficaram registradas como importantes: na primeira lembrança o registro fiel das aulas dadas, através dos nossos registros diários em nossos apontamentos, e no segundo a importância de um planejamento prévio registrado, e flexível, pois ali pensei e organizei o conteúdo, estabeleci os objetivos e as atividades a serem organizadas, mas que meus alunos teriam participação, se precisasse mudar, re-organizar, refazer...
Hoje trabalho com a educação infantil em classe de pré-escola e realizo meu planejamento das aulas por projetos, registrando objetivos e atividades conforme as necessidades exigem. Os projetos são pensados pela necessidade que se apresentam de conteúdos/assuntos/temas a desenvolver com os pequenos, e as atividades são registradas com uma semana de antecedência, em nossa hora atividade, uma vez na semana saímos da sala de aulas e sentamos para planejamento.
Na outra escola é mais difícil o tempo para planejar as aulas, pois não temos um dia de planejamento de aulas, sendo necessário que vá duas horas por semana em horário fora do normal, para essa tarefa, mas procuro do mesmo modo organizar alguns projetos através da necessidade dos conteúdos/temas e também da vontade de trabalhar assuntos com meus alunos que sejam importantes a eles, a comunidade, a realidade deles e minha também.
Todas essas propostas são registradas em meu caderno diário, que procuro manter o mais organizado possível. Nem sempre a organização é um primor, mas a essência do que vamos trabalhar está pensado ali.
Tenho vários desses registros nesses endereços virtuais:
http://stelabemmequer.blogspot.com/
http://stelaarroio.pbworks.com/
http://stelaarroio1.pbworks.com/
http://dietschicriando.blogspot.com/
http://dietschistela200701.blogspot.com/
http://stelabixo.pbworks.com/
http://stelabixo.pbworks.com/PARQUE+TUPANCY?lo=488689f0http://stelabemmequer.blogspot.com/2008_08_01_archive.html
A questão relativa ao registro das reflexões cotidianas sobre a aula é um ponto que não faço uso desse registro por absoluta falta de tempo. Mas sei o quanto isso é importante para minha prática docente e para melhorar o meu trabalho para os alunos, avaliando como se deu a compreensão do assunto/tema, a apreensão do conteúdo, o que valeu, o que foi importante, e o que precisa melhorar, ser refeito...
As minhas reflexões geralmente ficam somente na minha mente, em outros tantos momentos partilho essas reflexões com os colegas, orientadora e supervisora, bem como com a diretora da escola.
Mas, já encontrei um meio caminho para isso: posto algumas das minhas reflexões sobre determinados projetos virtualmente.
E já penso ser um começo.
Aqui nesses endereços virtuais estão uma amostra:
http://dietschistela200701.blogspot.com/2008/10/novas-pesquisas-duplas.html
http://stelabixo.pbworks.com/ARTE-NA-DIETSCHI
http://bemmequerinfantil.pbworks.com/REFELX%C3%95ES-DA-PROFESSORA#
Este blog tem a obrigação de conter as minhas reflexões a cerca dos estudos feitos em cada interdisciplina estudada no curso de Pedagogia à Distância da Ufrgs.
sábado, 19 de setembro de 2009
Didática
Após a leitura do texto “O Menininho”, de Helen Buckley, responda as questões:
a) Imagine que você é a professora da nova escola do menininho. Quais seriam seus desafios frente a essa criança?
Meu desafio frente a essa criança seria trabalhar a questão da criatividade e imaginação própria, que a professora anterior havia anulado. Penso que deveria questioná-lo sobre as coisas que ele gostaria de desenhar, o que já havia desenhado o que queria desenhar e estimulá-lo a fazer suas criações. Tenho certeza que poderia demorar um pouco, mas que essa criança voltaria a desenvolver seu poder de criação, de invenção, de arte própria.
b) Quais atividades você, enquanto professora desenvolve com seus alunos de modo a possibilitar que estes cresçam com autonomia e desenvolvam sua criatividade?
Trabalho com alunos na educação infantil, de quatro/cinco anos e com alunos de seis/sete/oito anos no ensino fundamental de nove anos, com uma classe multisseriada de primeiro e segundo anos e proponho sempre produções de desenhos livres aos meus alunos. Todos os registros das atividades, das rodas de conversas, dos passeios, projetos e das aulas diárias são registradas primeiramente em desenhos, e todos os alunos fazem os seus registros do seu jeito, como sabem e como querem. Minhas interferências são sempre questionamentos sobre o que desenhaste aqui? porque fizesse esse registro? O que querias representar aqui? Será que é possível existir esse gato verde? Já visse um cavalo com cinco patas? Sabes que cor real é o animal? Vamos contar a quantidade de pernas? Será que te enganaste ao contar e desenhasse mais uma? Acho que esquecesse alguma coisa na cabeça... Alguns alunos até dizem que não sabem fazer, não sabem como é, que preciso fazer antes. Para os maiores proponho sempre que busquem livros na biblioteca para poderem ver melhor alguma coisa que dizem não conhecer, que nunca viram; proponho também que olhem no livro da história, mas sempre enfatizo a importância de que cada aluno tem seu jeito de fazer, e que todos são capazes de ir criando suas produções através da sua imaginação, do exercício, das tentativas. Em algumas vezes dou suporte na mão, auxiliando a realizar algum traço mais complicado, ou quando um deles insiste muito em não fazer, para mostrar-lhes que são capazes! Começo a cabeça e tu fazes o resto, ai vou nomeando tudo o que precisa desenhar do corpo humano, da natureza, do passeio, vou dizendo todas e muitas coisas que poderiam ser registradas ali, e funciona!
c) Que marcas da sua prática pedagógica você gostaria de deixar nos seus alunos?
Que todos nós somos capazes de realizar verdadeiras obras de arte, tanto no desenho, quanto na escrita, quanto nas ideias. Basta, mas basta mesmo! que se proponham a fazer o trabalho. E que as pessoas não tem o mesmo jeito de fazer nem de pensar. Então aquilo que foi pensado por um não quer dizer que o outro tenha que fazer igual! Cada um tem um jeito próprio de fazer e pode criar aquilo que seu pensamento fluir, mas que também precisamos nos aproximar da realidade quando isso é necessário. Por exemplo: para o registro da novidade que contou na roda de conversas o desenho deve ser o mais próximo daquilo que contou, deve conter os elementos que foram sua narrativa.
a) Imagine que você é a professora da nova escola do menininho. Quais seriam seus desafios frente a essa criança?
Meu desafio frente a essa criança seria trabalhar a questão da criatividade e imaginação própria, que a professora anterior havia anulado. Penso que deveria questioná-lo sobre as coisas que ele gostaria de desenhar, o que já havia desenhado o que queria desenhar e estimulá-lo a fazer suas criações. Tenho certeza que poderia demorar um pouco, mas que essa criança voltaria a desenvolver seu poder de criação, de invenção, de arte própria.
b) Quais atividades você, enquanto professora desenvolve com seus alunos de modo a possibilitar que estes cresçam com autonomia e desenvolvam sua criatividade?
Trabalho com alunos na educação infantil, de quatro/cinco anos e com alunos de seis/sete/oito anos no ensino fundamental de nove anos, com uma classe multisseriada de primeiro e segundo anos e proponho sempre produções de desenhos livres aos meus alunos. Todos os registros das atividades, das rodas de conversas, dos passeios, projetos e das aulas diárias são registradas primeiramente em desenhos, e todos os alunos fazem os seus registros do seu jeito, como sabem e como querem. Minhas interferências são sempre questionamentos sobre o que desenhaste aqui? porque fizesse esse registro? O que querias representar aqui? Será que é possível existir esse gato verde? Já visse um cavalo com cinco patas? Sabes que cor real é o animal? Vamos contar a quantidade de pernas? Será que te enganaste ao contar e desenhasse mais uma? Acho que esquecesse alguma coisa na cabeça... Alguns alunos até dizem que não sabem fazer, não sabem como é, que preciso fazer antes. Para os maiores proponho sempre que busquem livros na biblioteca para poderem ver melhor alguma coisa que dizem não conhecer, que nunca viram; proponho também que olhem no livro da história, mas sempre enfatizo a importância de que cada aluno tem seu jeito de fazer, e que todos são capazes de ir criando suas produções através da sua imaginação, do exercício, das tentativas. Em algumas vezes dou suporte na mão, auxiliando a realizar algum traço mais complicado, ou quando um deles insiste muito em não fazer, para mostrar-lhes que são capazes! Começo a cabeça e tu fazes o resto, ai vou nomeando tudo o que precisa desenhar do corpo humano, da natureza, do passeio, vou dizendo todas e muitas coisas que poderiam ser registradas ali, e funciona!
c) Que marcas da sua prática pedagógica você gostaria de deixar nos seus alunos?
Que todos nós somos capazes de realizar verdadeiras obras de arte, tanto no desenho, quanto na escrita, quanto nas ideias. Basta, mas basta mesmo! que se proponham a fazer o trabalho. E que as pessoas não tem o mesmo jeito de fazer nem de pensar. Então aquilo que foi pensado por um não quer dizer que o outro tenha que fazer igual! Cada um tem um jeito próprio de fazer e pode criar aquilo que seu pensamento fluir, mas que também precisamos nos aproximar da realidade quando isso é necessário. Por exemplo: para o registro da novidade que contou na roda de conversas o desenho deve ser o mais próximo daquilo que contou, deve conter os elementos que foram sua narrativa.
Didática
Atividade: O livro Didático em Comênio
Entre outras contribuições, Comênio foi um dos primeiros a desenvolver livros didáticos para o ensino. O mais famoso desses é o “Orbis Pictus” (“O mundo em imagens”). Nesta atividade faremos uma pequena análise da proposta comeniana que foi publicada em 1658, tornando-se uma novidade nas escolas da Europa.
Após visualização de uma dessas páginas e as leituras dos textos indicados “Vida e obra de Comênio” de João Luiz Gasparin (1994); “Didática Magna – Tratado da arte Universal de ensinar tudo a todos (saudação ao leitor e índice)” e “A metodologia tem história” de Joahnnes Doll e Teresinha Dutra da Rosa Russel, respondendo as duas questões, fiz a seguinte análise:
Acredito que o material devia ser apresentado à època, na frente do quadro, numa classe de alunos dispostos em fileiras, sendo que a ênfase seria dada com uma régua grande de madeira apontando para a escrita. Embora trouxesse o desenho, esse seria pouco enfatizado, a título de ilustração, em segundo plano. Penso que o professor era o detentor daquele saber e devia também enfatizar essa sabedoria frente aos alunos. Penso ainda que devia haver uma cobrança na lembrança da frase, da ação e não propriamente da figura, mas que essa seria invocada sempre que fosse exigida a grafia da frase, da ação.
Nossas salas de aula hoje são de uso coletivo. E os turnos da manhã, tarde e noite trazem alfabetos com figuras e letras em suas diversas grafias.
Geralmente nas salas de alfabetização encontramos a ordem alfabética na parede. Em alguns casos os alunos é que grafam as letras em seus variados tipos gráficos e desenham a figura representativa, do seu contexto; em tantos outros casos as figuras são recortadas e coladas pelos professores, sem uma prévia pesquisa com os alunos para que citem palavras das suas vivências, do seu cotidiano.
Como exemplo quero citar um alfabeto de uma escola de educação infantil, da turma de pré-escolar de 5/6 anos: a professora fez recortes de animais e colou em cada letra. Salvo uns dois ou três animais que encontramos aqui na nossa localidade, os outros eram todos distantes dos alunos, como elefante, urso, tamanduá, girafa. Para a letra i a figura foi um “índio”!? E para as letras k, y e w foram colocados meninos ou meninas com nomes estrangeiros tipo Yuri, Wiliam e Kétlin, (ao menos esses nomes penso que sejam dos alunos da sala, não sei...).
Não bastasse tudo isso, um tanto fora da realidade dos alunos e da identidade indígena, ainda foi colado bem próximo do teto, local onde não é possível os alunos tatearem, tocarem, contornarem as letras e animais ali constantes.
Conforme Comênio diz no Índice da Didática Magna na línea VII “a formação do homem se faz com muita facilidade na primeira idade” e a escola infantil é um momento de primeiros anos escolares, vejo que poderia ser mais “proveitoso alfabeticamente” se o contexto de vida, a realidade dos alunos fossem trazidos para a formação desse mesmo alfabeto, e que ele fosse colocado ao alcance da mão dos alunos.
Mas, voltando ao questionamento inicial, encontramos em todos os livros didáticos e até nas ações dos professores alfabetizadores o uso dessa prática da associação de figuras e letras, figuras e palavras. E também é de bastante uso a carta enigmática, onde aparece o sujeito em figura e o restante da escrita em grafemas.
Joahnnes Doll traz sua fala sobre o livro “Orbis Pictus”, “Comênio juntou gravuras, frases simples, sons e letras num único livro, onde o aluno possa aprender a ler, escrever e conhecer o mundo a partir da visualização”.
Ainda hoje fazemos isso, pois procuramos mostrar a escrita relacionada ao visual, com a intenção de informar que aquilo que está desenhado pode ser escrito, como uma forma de motivar, atrair o olhar, a atenção do nosso aluno, pensando ser uma maneira mais prazerosa de apreensão da língua escrita nos primeiros anos escolares, em especial o momento da alfabetização.
Paulo Freire traz essa fala em seu livro Pedagogia da Autonomia, 1996: “É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas cronológico, o velho que preserva sua validade ou que encarna uma tradição ou marca uma presença no tempo continua novo”.
Penso que essa fala encerra bem essa atividade.
Bibliografia:
DOLL, Joahannes; ROSA RUSSEL, Teresinha Dutra da. A metodologia tem história.
GASPARIN, João Luiz. Comênio ou da Arte de Ensinar Tudo a Todos. Campinas. Papirus, 1994, p. 41-42.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo. Paz e Terra, 1996.
Entre outras contribuições, Comênio foi um dos primeiros a desenvolver livros didáticos para o ensino. O mais famoso desses é o “Orbis Pictus” (“O mundo em imagens”). Nesta atividade faremos uma pequena análise da proposta comeniana que foi publicada em 1658, tornando-se uma novidade nas escolas da Europa.
Após visualização de uma dessas páginas e as leituras dos textos indicados “Vida e obra de Comênio” de João Luiz Gasparin (1994); “Didática Magna – Tratado da arte Universal de ensinar tudo a todos (saudação ao leitor e índice)” e “A metodologia tem história” de Joahnnes Doll e Teresinha Dutra da Rosa Russel, respondendo as duas questões, fiz a seguinte análise:
Acredito que o material devia ser apresentado à època, na frente do quadro, numa classe de alunos dispostos em fileiras, sendo que a ênfase seria dada com uma régua grande de madeira apontando para a escrita. Embora trouxesse o desenho, esse seria pouco enfatizado, a título de ilustração, em segundo plano. Penso que o professor era o detentor daquele saber e devia também enfatizar essa sabedoria frente aos alunos. Penso ainda que devia haver uma cobrança na lembrança da frase, da ação e não propriamente da figura, mas que essa seria invocada sempre que fosse exigida a grafia da frase, da ação.
Nossas salas de aula hoje são de uso coletivo. E os turnos da manhã, tarde e noite trazem alfabetos com figuras e letras em suas diversas grafias.
Geralmente nas salas de alfabetização encontramos a ordem alfabética na parede. Em alguns casos os alunos é que grafam as letras em seus variados tipos gráficos e desenham a figura representativa, do seu contexto; em tantos outros casos as figuras são recortadas e coladas pelos professores, sem uma prévia pesquisa com os alunos para que citem palavras das suas vivências, do seu cotidiano.
Como exemplo quero citar um alfabeto de uma escola de educação infantil, da turma de pré-escolar de 5/6 anos: a professora fez recortes de animais e colou em cada letra. Salvo uns dois ou três animais que encontramos aqui na nossa localidade, os outros eram todos distantes dos alunos, como elefante, urso, tamanduá, girafa. Para a letra i a figura foi um “índio”!? E para as letras k, y e w foram colocados meninos ou meninas com nomes estrangeiros tipo Yuri, Wiliam e Kétlin, (ao menos esses nomes penso que sejam dos alunos da sala, não sei...).
Não bastasse tudo isso, um tanto fora da realidade dos alunos e da identidade indígena, ainda foi colado bem próximo do teto, local onde não é possível os alunos tatearem, tocarem, contornarem as letras e animais ali constantes.
Conforme Comênio diz no Índice da Didática Magna na línea VII “a formação do homem se faz com muita facilidade na primeira idade” e a escola infantil é um momento de primeiros anos escolares, vejo que poderia ser mais “proveitoso alfabeticamente” se o contexto de vida, a realidade dos alunos fossem trazidos para a formação desse mesmo alfabeto, e que ele fosse colocado ao alcance da mão dos alunos.
Mas, voltando ao questionamento inicial, encontramos em todos os livros didáticos e até nas ações dos professores alfabetizadores o uso dessa prática da associação de figuras e letras, figuras e palavras. E também é de bastante uso a carta enigmática, onde aparece o sujeito em figura e o restante da escrita em grafemas.
Joahnnes Doll traz sua fala sobre o livro “Orbis Pictus”, “Comênio juntou gravuras, frases simples, sons e letras num único livro, onde o aluno possa aprender a ler, escrever e conhecer o mundo a partir da visualização”.
Ainda hoje fazemos isso, pois procuramos mostrar a escrita relacionada ao visual, com a intenção de informar que aquilo que está desenhado pode ser escrito, como uma forma de motivar, atrair o olhar, a atenção do nosso aluno, pensando ser uma maneira mais prazerosa de apreensão da língua escrita nos primeiros anos escolares, em especial o momento da alfabetização.
Paulo Freire traz essa fala em seu livro Pedagogia da Autonomia, 1996: “É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas cronológico, o velho que preserva sua validade ou que encarna uma tradição ou marca uma presença no tempo continua novo”.
Penso que essa fala encerra bem essa atividade.
Bibliografia:
DOLL, Joahannes; ROSA RUSSEL, Teresinha Dutra da. A metodologia tem história.
GASPARIN, João Luiz. Comênio ou da Arte de Ensinar Tudo a Todos. Campinas. Papirus, 1994, p. 41-42.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo. Paz e Terra, 1996.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Atividades em Sala de Aula
Criei um novo work para resgitrar algumas atividades realizadas na escola Dietschi, nesse ano de 2009. Para ver alguns dos nossos trabalhos, clique aqui.
sábado, 25 de julho de 2009
Descobertas
Enfim, descobri o que não consegui acertar ainda em termos de grupo!
Já dediquei algumas postagens aqui sobre o assunto, e agora consegui entender o que me chateia na coisa toda de trabalho em grupo: não é apresença física que me faz falta.
O que sinto falta nesses trabalhos de grupo que realizamos até agora é a comunicação!
Em quase todas as conversas virtuais que procuro tecer, não há retorno pelos colegas. Posto várias coisas, teço algumas conversas mas ninguém me retorna.
Por exemplo, o nosso último PA, do final de junho para cá, não houve nenhuma comunicação da parte das colegas comigo. Minhas considerações finais do trabalho foram escritas e não houveram respostas... nenhuma das colegas dialogou comigo, e isso é o que me deixa insatisfeita com esses trabalhos!
Na verdade não existe comunicação entre a gente...
Já dediquei algumas postagens aqui sobre o assunto, e agora consegui entender o que me chateia na coisa toda de trabalho em grupo: não é apresença física que me faz falta.
O que sinto falta nesses trabalhos de grupo que realizamos até agora é a comunicação!
Em quase todas as conversas virtuais que procuro tecer, não há retorno pelos colegas. Posto várias coisas, teço algumas conversas mas ninguém me retorna.
Por exemplo, o nosso último PA, do final de junho para cá, não houve nenhuma comunicação da parte das colegas comigo. Minhas considerações finais do trabalho foram escritas e não houveram respostas... nenhuma das colegas dialogou comigo, e isso é o que me deixa insatisfeita com esses trabalhos!
Na verdade não existe comunicação entre a gente...
sábado, 27 de junho de 2009
Trabalhando em Grupo
Numa noite dessas visitei o portfólio da colega Maria de Lurdes, e me chamou a atenção a postagem intitulada "Estou ficando antissocial" onde a mesma se reporta aos trabalhos em grupo como algo difícil de realizar...
Pois eu também ali comecei a me pensar "antissocial": ainda não consegui realizar um único trabalho de grupo que me satisfizesse realmente!
Aliás nossos trabalhos em grupo desde o início do Pead, lá em 2006, nunca foram muito "em conjunto". Já entendi que o fato de estudarmos á distância nos permite essa não-presença física, e também compreendi que a não-presença física não significa necessariamente que o trabalho não seja conjunto!
Mas, como já disse numa outra oportunidade, eu tenho necessidade de estar em contato com o outro. De conversar mais próximo, de trocar muita conversa, de muito contato físico, olho-no-olho...
Mas sei que assim como eu, todas nós temos muito pouco tempo disponível para essas trocas em conjunto. Então, várias vezes estou aqui de bobeira meia noite, madrugada e não posso fazer muito das propostas de grupo, pois minhas colegas não podem ser fazer presente virtualmente nesse tempo praticamente único que tenho on-line!
Talvez, possamos crescer mais ainda em nossas tarefas presenciais não físiscas!
Ainda estou meio descrente!
Stela, 21.45 de 27/06/09
Pois eu também ali comecei a me pensar "antissocial": ainda não consegui realizar um único trabalho de grupo que me satisfizesse realmente!
Aliás nossos trabalhos em grupo desde o início do Pead, lá em 2006, nunca foram muito "em conjunto". Já entendi que o fato de estudarmos á distância nos permite essa não-presença física, e também compreendi que a não-presença física não significa necessariamente que o trabalho não seja conjunto!
Mas, como já disse numa outra oportunidade, eu tenho necessidade de estar em contato com o outro. De conversar mais próximo, de trocar muita conversa, de muito contato físico, olho-no-olho...
Mas sei que assim como eu, todas nós temos muito pouco tempo disponível para essas trocas em conjunto. Então, várias vezes estou aqui de bobeira meia noite, madrugada e não posso fazer muito das propostas de grupo, pois minhas colegas não podem ser fazer presente virtualmente nesse tempo praticamente único que tenho on-line!
Talvez, possamos crescer mais ainda em nossas tarefas presenciais não físiscas!
Ainda estou meio descrente!
Stela, 21.45 de 27/06/09
Filosofando em duplas...
Tarefa das mais árduas para mim foi essa interdiscplina!
Nada, nenhuma atividade foi fácil, e todas elas exigiram muito de pesquisa, de leitura e de pensar, repensar, fazer e refazer, retomar...
A última atividade, realizada em duplas foi mesmo de "doer"!
Talvez nem tenha ainda conseguido digeri-la quanto mais tirar dali aprendizadens visíveis...
A tarefa dois, que foi a resposta as perguntas da colega Fabiana Sparremberger vai aqui registrada:
1. Kant afirma que “o homem é a única criatura que precisa ser educada, pois tem necessidade da sua própria razão e precisa formar por si mesmo o projeto da sua conduta”. Essa afirmação nos permite pensar que seja através da educação que o homem vai garantir a sua conduta.
Adiante Kant fala no impedimento das inclinações animais que poderão ser desviadas através da disciplina, que só será garantida ao homem pela instrução educativa, obrigando-o a retornar a humanidade e não o permitindo voltar-se a selvageria.
Adorno enfatiza que Auschwitz foi a barbárie à qual toda educação se opõe. E assim como Kant, enfatiza que a barbárie impele aos homens até o indescritível.
A estrutura básica da sociedade de tendência extremamente poderosa possibilita alterar os pressupostos objetivos políticos e sociais dos indivíduos, conforme Adorno explicita.
Relacionando o pensamento dos dois autores acredito que ambos crêem na educação como forma única e possível de garantia da humanidade em todos os homens, para que tantas atrocidades acontecidas e citadas, como Auschwitz e outras tantas barbáries que ouvimos diariamente pelos noticiosos, não mais sejam permitidas.
Adorno ainda acrescenta que “a sociedade incumbe aos indivíduos tendências desagregadoras sob a superfície da civilidade, pois a pressão do geral predomina à particularidade”. Adorno ainda diz que as pessoas que se enquadram cegamente em coletividades transformam-se em algo análogo à matéria bruta e omitem-se como seres autodeterminantes, de caráter manipulativo. E continua: “aquilo que exemplificava apenas alguns monstros nazistas ainda pode ser observado hoje”, pois há um grande número de delinqüentes juvenis, chefes de quadrilhas e similares, que povoam os noticiários diariamente.
Kant reforça que a “única verdadeira força contra a barbárie (Auschwitz), seria a autonomia, a força da reflexão para a autodeterminação, para a não-participação”. Assim a educação ensina ao homem alguma coisa e, por outro lado, não faz mais que desenvolver nele certas qualidades, visto que não se pode prever até aonde nos levariam as nossas disposições naturais.
2.O homem tem necessidade de cuidados e de formação. A formação compreende a disciplina e a instrução e os cuidados entendem-se as precauções que os pais tomam para impedir que as crianças façam uso nocivo de suas forças.
Kant ainda reforça que “a selvageria independe de qualquer lei, mas que a disciplina submete os homens as leis da humanidade e começa a fazê-lo a sentir as próprias leis. E que isso deve acontecer bem cedo. É preciso acostumá-lo logo a submeter-se aos preceitos da razão”.
Assim a educação deve ser dada aos indivíduos, conforme Adorno, na primeira infância.
Adorno diz que é necessária uma volta ao sujeito, e que a educação só teria sentido como educação para a autorreflexão crítica, trabalhando-se contra a inconsciência, pois ao conhecer os mecanismos que tornam os homens capazes de seus atos violentos, é possível que haja então uma reação, para que essas condições não voltem a ocorrer.
Adorno vai além e diz que a estrutura da sociedade atual está na busca do interesse próprio de cada um, contra o interesse de todos, e é o que vemos acontecer diariamente a nossa volta: as pessoas não mais se preocupam com o outro, estão somente em busca de coisas para si. Não há mais um interesse de que o outro viva bem e feliz e que se possa tomar parte nessa felicidade.
Enfim, após essas colocações dos autores conseguimos entender a necessidade de se educar para a volta à humanidade que deve ser lapidada em todo e qualquer indivíduo, através do ato educativo.
2.3 Avaliação das perguntas elaboradas pela colega: elas ajudaram a compreender a relação entre os dois textos?
Os textos apresentados “A educação após Auschwitz” de Adorno e o primeiro capítulo do livro de Kant “Sobre a Pedagogia” foram de leitura muito densa para mim, de difícil entendimento. Li e reli várias vezes, apontei anotações, marquei falas, enfim, busquei tirar alguma compreensão dessas leituras. Mas foi uma tarefa muito árdua, não sei se consegui muito progresso.
As buscas às respostas solicitadas pela colega me levaram novamente a debruçar-me sobre os dois textos e nem por isso foi uma tarefa mais fácil! O que ficou mais claro foi o fato de rever de novo, reler, retomar e repensar o já pensado uma, duas vezes.
Talvez eu precise ainda de muito mais tempo, de muito mais leitura e de muito mais filosofia para poder escrever o que de fato compreendi desses textos.
As perguntas da colega me levaram a muitas indagações, por muitos caminhos dentro do texto. Várias foram as vezes que fui de um lado e voltei para o outro pensando que ali estava a resposta certa. Isso pelo menos exercitou meu poder de ir e voltar em busca de algo mais claro.
Na verdade, com essa atividade o que mais me possibilitou foi voltar várias vezes às leituras, e entender que a resposta certa pode ser uma ou outra, depende do ponto de vista e do entendimento de cada um, e que tudo pode ser respondido se a argumentação for boa, caso contrário, não acrescenta muita coisa em favor de aprendizagem.
Nada, nenhuma atividade foi fácil, e todas elas exigiram muito de pesquisa, de leitura e de pensar, repensar, fazer e refazer, retomar...
A última atividade, realizada em duplas foi mesmo de "doer"!
Talvez nem tenha ainda conseguido digeri-la quanto mais tirar dali aprendizadens visíveis...
A tarefa dois, que foi a resposta as perguntas da colega Fabiana Sparremberger vai aqui registrada:
“É preciso aprender a ser coerente. De nada adianta o discurso competente se a ação pedagógica é impermeável à mudança.”
(Edna Castro de Oliveira prefaciando Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, 1996).
A presente atividade consiste na comparação do texto de Adorno “A educação após Auschwitz” com o primeiro capítulo do livro de Kant “Sobre a Pedagogia”.
2.1 Perguntas feitas pela colega Fabiana Sparremberger:
1 – Segundo Kant “O homem não pode se tornar um verdadeiro homem senão pela educação. Ele é aquilo que a educação dele faz.”, como você relaciona esta citação com o texto de Adorno em que relata diversas barbáries ocorridas em nossa sociedade?
2 - Adorno nos diz que “no principio da civilização está implícita a barbárie”, e Kant nos afirma que o “homem vem ao mundo em estado bruto” e ainda precisa projetar sua conduta. A partir destas afirmações em que momento deve se dar a educação? Relacione os textos e comente:
2.2 Minhas Respostas às referidas perguntas:
(Edna Castro de Oliveira prefaciando Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire, 1996).
A presente atividade consiste na comparação do texto de Adorno “A educação após Auschwitz” com o primeiro capítulo do livro de Kant “Sobre a Pedagogia”.
2.1 Perguntas feitas pela colega Fabiana Sparremberger:
1 – Segundo Kant “O homem não pode se tornar um verdadeiro homem senão pela educação. Ele é aquilo que a educação dele faz.”, como você relaciona esta citação com o texto de Adorno em que relata diversas barbáries ocorridas em nossa sociedade?
2 - Adorno nos diz que “no principio da civilização está implícita a barbárie”, e Kant nos afirma que o “homem vem ao mundo em estado bruto” e ainda precisa projetar sua conduta. A partir destas afirmações em que momento deve se dar a educação? Relacione os textos e comente:
2.2 Minhas Respostas às referidas perguntas:
1. Kant afirma que “o homem é a única criatura que precisa ser educada, pois tem necessidade da sua própria razão e precisa formar por si mesmo o projeto da sua conduta”. Essa afirmação nos permite pensar que seja através da educação que o homem vai garantir a sua conduta.
Adiante Kant fala no impedimento das inclinações animais que poderão ser desviadas através da disciplina, que só será garantida ao homem pela instrução educativa, obrigando-o a retornar a humanidade e não o permitindo voltar-se a selvageria.
Adorno enfatiza que Auschwitz foi a barbárie à qual toda educação se opõe. E assim como Kant, enfatiza que a barbárie impele aos homens até o indescritível.
A estrutura básica da sociedade de tendência extremamente poderosa possibilita alterar os pressupostos objetivos políticos e sociais dos indivíduos, conforme Adorno explicita.
Relacionando o pensamento dos dois autores acredito que ambos crêem na educação como forma única e possível de garantia da humanidade em todos os homens, para que tantas atrocidades acontecidas e citadas, como Auschwitz e outras tantas barbáries que ouvimos diariamente pelos noticiosos, não mais sejam permitidas.
Adorno ainda acrescenta que “a sociedade incumbe aos indivíduos tendências desagregadoras sob a superfície da civilidade, pois a pressão do geral predomina à particularidade”. Adorno ainda diz que as pessoas que se enquadram cegamente em coletividades transformam-se em algo análogo à matéria bruta e omitem-se como seres autodeterminantes, de caráter manipulativo. E continua: “aquilo que exemplificava apenas alguns monstros nazistas ainda pode ser observado hoje”, pois há um grande número de delinqüentes juvenis, chefes de quadrilhas e similares, que povoam os noticiários diariamente.
Kant reforça que a “única verdadeira força contra a barbárie (Auschwitz), seria a autonomia, a força da reflexão para a autodeterminação, para a não-participação”. Assim a educação ensina ao homem alguma coisa e, por outro lado, não faz mais que desenvolver nele certas qualidades, visto que não se pode prever até aonde nos levariam as nossas disposições naturais.
2.O homem tem necessidade de cuidados e de formação. A formação compreende a disciplina e a instrução e os cuidados entendem-se as precauções que os pais tomam para impedir que as crianças façam uso nocivo de suas forças.
Kant ainda reforça que “a selvageria independe de qualquer lei, mas que a disciplina submete os homens as leis da humanidade e começa a fazê-lo a sentir as próprias leis. E que isso deve acontecer bem cedo. É preciso acostumá-lo logo a submeter-se aos preceitos da razão”.
Assim a educação deve ser dada aos indivíduos, conforme Adorno, na primeira infância.
Adorno diz que é necessária uma volta ao sujeito, e que a educação só teria sentido como educação para a autorreflexão crítica, trabalhando-se contra a inconsciência, pois ao conhecer os mecanismos que tornam os homens capazes de seus atos violentos, é possível que haja então uma reação, para que essas condições não voltem a ocorrer.
Adorno vai além e diz que a estrutura da sociedade atual está na busca do interesse próprio de cada um, contra o interesse de todos, e é o que vemos acontecer diariamente a nossa volta: as pessoas não mais se preocupam com o outro, estão somente em busca de coisas para si. Não há mais um interesse de que o outro viva bem e feliz e que se possa tomar parte nessa felicidade.
Enfim, após essas colocações dos autores conseguimos entender a necessidade de se educar para a volta à humanidade que deve ser lapidada em todo e qualquer indivíduo, através do ato educativo.
2.3 Avaliação das perguntas elaboradas pela colega: elas ajudaram a compreender a relação entre os dois textos?
Os textos apresentados “A educação após Auschwitz” de Adorno e o primeiro capítulo do livro de Kant “Sobre a Pedagogia” foram de leitura muito densa para mim, de difícil entendimento. Li e reli várias vezes, apontei anotações, marquei falas, enfim, busquei tirar alguma compreensão dessas leituras. Mas foi uma tarefa muito árdua, não sei se consegui muito progresso.
As buscas às respostas solicitadas pela colega me levaram novamente a debruçar-me sobre os dois textos e nem por isso foi uma tarefa mais fácil! O que ficou mais claro foi o fato de rever de novo, reler, retomar e repensar o já pensado uma, duas vezes.
Talvez eu precise ainda de muito mais tempo, de muito mais leitura e de muito mais filosofia para poder escrever o que de fato compreendi desses textos.
As perguntas da colega me levaram a muitas indagações, por muitos caminhos dentro do texto. Várias foram as vezes que fui de um lado e voltei para o outro pensando que ali estava a resposta certa. Isso pelo menos exercitou meu poder de ir e voltar em busca de algo mais claro.
Na verdade, com essa atividade o que mais me possibilitou foi voltar várias vezes às leituras, e entender que a resposta certa pode ser uma ou outra, depende do ponto de vista e do entendimento de cada um, e que tudo pode ser respondido se a argumentação for boa, caso contrário, não acrescenta muita coisa em favor de aprendizagem.
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