quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

TCC

Finalizei o TCC e fiz a cópia pdf.

Após duas semanas da banca, refiz o título, acrescentei ao capítulo teórico a autora Magda Soares e conversei sobre letramento na pré-escola.

Não obtive nenhuma resposta da professora sobre o novo título que coloquei, mas a tutora Graciela foi bem gentil, me respondeu os emails que enviei e me auxiliou na reescrita do título.
Foi um momento ímpar esse, pois o primeiro TCC jamais será esquecido!

Aqui, o TCC construído, no final da página a última versão em .doc, clique.

Apesar do extremo cansaço, estou realizada com esse meu primeiro escrito, minha autoria, minha fala do meu trabalho, que penso será lida por alguém além de mim e das professoras da família.

Stela, em 16.12.10
Às 23 h

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

TCC- Eixo 9

Eixo 9

O eixo 9 foi dedicado a construção do TCC e muito exigiu de tempo: tempo para rever e refletir todas as aprendizagens que construí ao longo do Curso; tempo para leituras que se fizeram importantes e necessárias a uma boa escrita do trabalho e tempo de refletir toda a minha prática de trabalho nesse tempo que já trabalho, pois não foi só do meu estágio curricular que construí a escrita para esse trabalho de conclusão.

Rever toda a caminhada me trouxe muitas lembranças, saudades, emoções.

Em alguns tantos momentos me angustie, ao pensar em não dar conta de realizar a última tarefa, e por isso a mais importante nessa etapa da caminhada. Como sempre, durante todo o curso, tive muitos empecilhos na jornada.

Em outros momentos tive muitas alegrias, pois o tema que elegi, o ensino de História na Educação Infantil, é um tema que trabalho muito, durante todo o ano. Pois meu trabalho é com os pequenos, e o resgate da história de cada um e de todos eles, dentro do nosso local de pertencimento é uma constante quase diária: realizamos atividade de conhecer sua história e fazemos a história da turma a cada ano que iniciamos.
E isso me deixa mais feliz ainda hoje, após a apresentação do TCC à banca, que elogiou meu trabalho e que me apontou pontos a articular dentro da construção do capítulo teórico, onde enfatizei um autor e suas ideias sobre a linguagem, que é fator marcante na educação infantil. Refletindo um ou dois dias após, entendi e me veio claramente à ideia de que esqueci que nessa etapa escolar, o nível da pré-escola, a linguagem é importante sim, a oralidade então, é o nosso “prato de entrada” mas que o letramento deve ser o ponto principal, e isso esqueci de especificar nesse capítulo. Então retomei as leituras do referido capítulo e busquei Magda Soares para conversar um pouquinho comigo ali.

Penso que melhorei bastante essa questão, visto que o letramento e a alfabetização estão inseridos nesse etapa final da educação infantil já quase chegando ao ensino fundamental.
Muito bom ter revisto essa parte, pois ficou por mim despercebido e só pode ser construída no momento em que a banca me pediu que revisse o autor, nesse capítulo teórico.
Ainda tenho dificuldades para dar conta de tempo, mas nessa apresentação consegui fehar no tempo marcado.

Estou bem feliz com minha apresentação e meu crescimento pessoal e profissional que pude perceber através do TCC, nas minha fala dialogada com tantas autores importantes.

Stela em 07.12.2010 às 12.16
Aqui, trago uma postagem que justifica e encerra minhas intenções sobre o TCC.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Eixo 9 -TCC

Nesse eixo, enfim, após quatro longos anos e meio de muito trabalho, concluímos o Curso de Graduação que tanto almejamos, por muito tempo.
Rever e refletir o trabalho já feito, as postagens aqui existentes foi um bom exercício ao final de tudo.
Embora não tendo muito tempo, tive muito prazer em rever toda a minha caminhada, todo o crescimento que percebi ao longo dos estudos realizados.

Algumas interdisicplinas foram marcantes demais, como a dos Estudos Sociais, Artes Plásticas e Questões Étnico-Raciais, pois foram as que mais enriqueceram minha prática em sala de aula, e me exigiram que trabalhasse mais em sala de aula.

Na verdade, todos esses estudos acrescentaram muito em minha vida profissional.
Aprendi que podemos refazer, rever e refletir nosso trabalho sempre, pois isso nos permitirá retomar o que não ficou esclarecido, reaver o que ficou muito bom e querer buscar sempre mais, em favor de nossos alunos, do nosso trabalho e da nossa formação.

Mas que também podemos continuar fazendo mais e melhor um caminho que já trilhamos, ou nos aventurar em algo novo, pois podemos nos possibilitar mais conhecimento, mais aventuras e mais prazer a nós mesmos, enquanto trabalhamos.

Stela 05.12.2010 às 21.21
Quero trazer aqui o registro do último comentário recebido da tutora Rosângela, na última postagem que realizei em junho, sobre a finalização do Estágio Curricular, intitulada "Muitas Histórias", que foi a temática geral que escolhi para meu estágio:


"Oi Stela,

Um estágio com muitas histórias, narrativas pessoais e coletivas que deram espaço a diferentes realidades, diferentes pontos de vista. Isso define e caracteriza teu trabalho.

Foi muito bom ler teu portfólio. Aqui encontrei um trabalho comprometido com os alunos, com a realidade local, com as vivências pessoais, com o meio ambiente... Parabéns! "

Stela em 05.12.2010 às 21.11

Projetos Temáticos

Trouxe essas fotos aqui, que foi a decoração temática que fiz para a nossa "Formatura" desse ano de 2010, das turmas Pré-escolares 2 A e B, onde coloquei no hal da entrada do Salão de Festas da SAAS uma composição dos trabalhos realizados ao longo do ano, dentro dos projetos de trablho desenvolvidos em minha turma, durante todo o ano.

Esse registro é muito fiel a tudo o que construímos juntos, meus alunos e eu, além das famílias, ao longo desses dois anos de trabalho que venho realizando com essa turma que nesse final de ano letivo encerra sua passagem na escola infantil.

Como afirmei a orientadora da escola Bem-Me-Quer, Miriam, tenho certeza absoluta que meus alunos vivenciaram tudo o que foi possível nessa parceria que realizamos nesse tempo junto e que saem daqui prontos para a próxima etapa de estudos que advém daqui. Mas não sairão alunos passivos, que aceitam uma aula tradicional e comum. Com certeza exigirão muitos desafios dos professores dos anos vindouros.































Eixo 8

As próximas postagens referiram-se as reflexões semanais dos trabalhos realizados em sala de aula.
Essas reflexões aconteceram por duas vezes, pois devíamos realizar nossa reflexão semanal e postar no wiki do estágio, depois rearranjar uma nova reflexão para postar aqui.

Penso que não precisaríamos ter tido essa atividade dupla, pois cheias de trabalho como estávamos, além das cobranças e exigências todas de planejamento para dar conta, além do estresse constante, de tudo isso junto, mais a avaliação que sofríamos tanto da supervisão do estágio quanto das tutoras nos cobrando essas postagens e de dar conta de fazer nosso trabalho diário com competência, em nossa sala de aula.

Mas sobrevivemos.
Stela em 05.12.2010 às 20.47

Eixo 8

Registrei as minhas arquiteturas pedagógicas e agora, relendo-as nesse endereço e posso afirmar que concretizei quase todas as minhas intenções que idealizei ali.

Mas infelizmente algumas ficaram para traz:
1. Não consegui reunir as famílias na Biblioteca
2. Não consegui embelezar os espaços externos disponíveis na escola, como a decoração artística do muro e os pátios de areia e de grama.
3. Não dei conta de realizar o registro em Livro da Biblioteca Pública

Mas, se terminasse tudo nesse ano o que poderia fazer no próximo?
Algo sempre deve ficar para ser buscado, senão torna-se acabado!
Stela 05.12.2010

Eixo 8

Continuando minhas reflexões trouxe a reformulação dos projetos e a desejo de trabalhar um ano todo com as artes plásticas, no projeto Artistas de Casa.

Pois bem, desse projeto durante o estágio realizamos muitas atividades na escola:
1. Primeira Mostra de Arte de Casa onde apresentei o projeto formalmente às famílias nesse segundo ano e trouxe, além da mostra de obras dos alunos e artistas de casa.
2. Trabalhamos mais na escola que em casa, pois os pais pouco se envolveram nesse ano, devido ás mudanças que tivemos de diluir-se a turma existente e a nova formação quase não se envolveu.
3. Tivemos a felicidade de ganhar uma professora de arte semanalmente, na Casa de Cultura Municipal – Ágora do Arroio, que deu continuidade aos artistas que eu já vinha trabalhando.
4. Estamos com o projeto praticamente concluído num livro, onde registrei todos os passos do trabalho, desde o objetivo, as atividades, as biografias e obras de todos os artistas trabalhados, e os alunos ilustraram com sua releitura e produção própria.
5. Finalizarei o projeto com uma apresentação em Power Point, do livro ilustrado pelos alunos, na última semana de aulas, que acontecerá agora em dezembro.


Além de já estar em finalização também os outros projetos trabalhados:

• Arroio do Sal Geográfico, Qual é teu Espaço? Já realizamos as viagens necessárias ao Município e finalizaremos com uma viagem ao início da civilização arroiossalense, a localidade chamada Estância do Meio, que é parte da zona Rural do Município, onde toda essa história se iniciou.

• Cuidando do Espaço Coletivo já realizamos as atividades finais que os alunos sugeriram para encerrarmos: refizemos as floreiras da escola e fomos até a Rádio Tupancy convidar a todos que cuidem da natureza, em especial que o lixo tem seu lugar: a lixeira.

• Biblioteca Pública: Lugar de Aprendizagens ainda continuamos a usar os computadores em atividades até o último dia de aula, ganhamos um aliado nesse mês de novembro: a professora de Artes tem utilizado para as aulas de artes, onde os alunos manusearam os jogos e atividades do Projeto Portinari, além de realizarem suas produções artísticas em software educativos.

• O projeto Comprar com nota fiscal finalizamos nesse sexta-feira, dia 03 de dezembro com uma grande festa e premiação de todos os alunos, além de que nossa escola ganhou o prêmio de R$ 5.000,00 da Municipalidade pelo projeto desenvolvido. Isso já está registrado em nosso endereço do blog.
Stela 5.12.2010, às 20.06

EIXO 8 - ESTÁGIO CURRICULAR

Reflexões do oitavo semestre em meu portfólio.

Relendo as postagens ali escritas me deparei logo no começo, com a descrição da turma que farei o estágio curricular (já minha turma).

Ali registro as minhas intenções de continuidade dos projetos de trabalho do ano anterior, pois os alunos já vinham assim trabalhando, sugerindo ideias e atividades, e logo já perguntaram, no início do ano letivo se íamos ver os artistas e as obras, passear pela Cidade, visitar a biblioteca e os computadores!

Numa outra fala escrevi que “preciso explorar muito mais o ensino das letras e sua função específica de escrita e leitura”. Logo no começo das aulas os alunos já trouxeram esse interesse pelas letras e sua decodificação. Então, me propus a utilizar mais os espaços de escrita: além dos portadores de textos que manuseamos diariamente, como livros, revistas, jornais, os próprios cadernos, a agenda de bilhetes e recados, pensei e usei muito o quadro verde da sala, onde escrevia sempre a data, a rotina e as tarefas que realizaríamos. Então, chamava atenção dos alunos para a leitura, apontando, lendo junto coletivamente, e permitindo que os alunos ali também estivessem. Gostam do quadro verde, do manuseio do alfabeto, dos livros! Além de termos aproveitado muito todo os materiais reaproveitáveis que vieram para nosso latão seletivo: caixas tetrapak, pet, copinhos de iogurte, caixas e embalagens...

E registrei essa escrita: “está sendo um bom momento esse, pois os alunos estão bem envolvidos com as atividades propostas, registrando as informações, meio ávidos dessa tarefa escolar: apropriação das letras, da escrita, da imagem, da leitura.”

Em vários momentos ao longo do estágio curricular, nos momentos das nossas saídas da escola, os alunos sempre vão perguntando o que está escrito nas fachadas, nas placas, enfim, por onde tem escrita queriam saber o que é.
E em tantas atividades demonstraram receio de ainda não saber decodificar o código linguístico para a leitura e escrita, como numa roda de "ler a sua história", onde cada aluno desenhou seu personagem e pensou a história, me contou e eu escrevi. Depois para socializar na roda de conversa pedi que lessem. Nossa, foi uma resposta em uníssono: __não sei ler. Então disse que me contaram e que cada um saberia contar para o grupo. Alguns se arriscaram outros resistiram e não realizaram a tarefa.

Stela em 05.12.2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Eixo 8

Esse eixo trouxe as reflexões do estágio curricular.
Foram feitas postagens sobre os trabalhos desenvolvidos ao longo do período e reflexões semanais do trabalho desenvolvido.
Infelizmente estou sem tempo habil para refletir sobre as postagens alis descritas, mas assim que der conta da banca e das avaliações finais na escola, trago aqui meu refletir sobre esse eixo.
Stela em 29.11.10

domingo, 14 de novembro de 2010

Pôsteres da EJA

Trago em meu portfólio uma série de fotografias na postagem final do eixo 7, que trata da disciplina da EJA. Essas fotos marcam o encontro de apresentação em pôsteres de trabalho final, de pesquisa, realizado nessa modalidade de ensino. O trabalho foi realizado em grupos e apresentado no saguão da escola Felipe, sede do Pólo TC.
Aqui, o link da postagem.

Gostaria de ressaltar que os trabalhos demonstraram excelente qualidade na apresentação e na pesquisa, pois foi uma disciplina que muito acrescentou em termos de aprendizagens e entendimento da necessidade de conhecer a realidade da Eja, pois a modalidade é ofertada para aqueles que não tiveram acesso em idade adequada, mas que ainda deixa muito a desejar em termos de políticas e práticas condizentes com a faixa etária e os interesses desses alunos, excluídos da escola regular, por “n” situações, relatadas em textos e pesquisa feita para a conclusão dos pôsteres ali presentes.

Quero também registrar a pouca divulgação dessa apresentação, pois deveria ser, pelo programa apresentado na disciplina, uma apresentação pública, envolvendo as comunidades do entorno, mas que não aconteceu. Somente os alunos se fizeram presentes, não havendo a presença de mais ninguém, nem da escola, nem da municipalidade, sequer da comunidade. Nem por isso perdeu o brilho e a boniteza dos trabalhos ali expostos.

Stela em 14.1..10
Às 14.30

Projetos

Projetos de Aprendizagem e Projetos de Trabalho



Na postagem anterior me referi aos projetos de trabalho debatidos np eixo 7.

Para esclarecer, trago um pouco da teoria nessa postagem, pois na anterior ficou faltando.

Pois bem, Hernandez afirma que o Projeto de trabalho deve partir da equipe pedagógica, partindo da necessidade, do problema, do tema/conteúdo, tendo prazo determinado de finalizar.

No Projeto de Aprendizagem, Leah fagundes afirma que deve partir do aluno, partindo da sua curiosidade, da busca, e que não tem finitude, pode estar em constante continuidade, pois que é permititdo dúvidas permanentes e certezas provisórias, levando assim a uma nova abordagem daquilo que se prentendeu ao iniciá-lo.

Defino como projetos de trabalho o meu fazer em sala de aula, pois eles partem sempre da necessidade do problema/tema/conteúdo que aparece na roda de coversas, no passeio, na visita, no que fazemos, enfim. Os alunos sugerem todas as propostas de atividades, eu apenas organizo as tarefas na descrição do projeto, na escrita mesmo.

No ano passado realizei o projeto intitulado "Inclusão digital, cultural e literária na Biblioteca Pública", onde visitávamos a biblioteca semanalmente, realizando ali atividades no Tele Centro, com os computadores, hora do conto e pesquisa nos impressos ali disponíveis. Nos dias de pesquisa os alunos escolhiam cada um o assunto que queriam aprender, mostrávamos as enciclopédias, jornais, livros disponíveis e líamos o que ali continha. Os alunos desenhavam e nos contavam o que ouviram, o que acharam importante ou lembravam da leitura, então anotávamos no caderno individual do aluno. Ao final do ano levaram os cadernos para casa. Esse projeto, essa parte da pesquisa, defino como PA. Aqui o registro, clique.


Minhas reflexões acerca do projeto, do trabalho realizado estão nesse link.

Enfim, assim vamos caminhando, não escolho nem optei por esse ou aquele tipo de projeto, apenas "casa" que vamos conversando, os alunos apotam assuntos, as perguntas aparecem e, como são pequenos ainda, não alfabetizados, eu descrevo no projeto as atividades sugeridas, os asssuntos/temas que aparecem.

Stela em 14.11.10 às 12.57

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Eixo 7 Projetos

PROJETOS DE TRABALHO

Projetos de aprendizagem e de trabalho foi um tema bem debatido no eixo 7, pela interdisciplina Didática.
E foi um assunto que muito me prendeu, pois trabalho com projetos, sempre.
Nesses últimos anos tenho desenvolvido meu ano letivo somente através de projetos de trabalho.
Encontrei muitas postagens sobre o assunto e vi que trouxe várias evidências desse trabalho que desenvolvo com meus alunos.

Nesse ano de 2010, não foi diferente, tanto que como continuei com a turma do ano passado, também continuamos nossos projetos iniciados em 2009.
E tenho certeza que meus alunos ganharam muito com isso.

Nosso desafio como professor é muito maior para dar conta dessa metodologia de trabalho, pois requer muito mais mobilidade dentro e fora da sala e das paredes da escola; os alunos não são passivos nessa movimentação, pois realizando as atividades que eles mesmos propõem dentro dos temas que trabalhamos, realizamos movimentos na biblioteca pública, na rua, no entorno da escola, no quarteirão, na Cidade!

Nossos projetos desse ano terminam, pois estaremos encerrando esse ciclo de parceria: os alunos irão para a escola de ensino fundamental e eu pedi remoção da escola infantil, pois tenho planos para levar um projeto de inclusão digital para as escolas de ensino fundamental do Município.

Trazendo o tema projeto para meu TCC foi através dessa metodologia, incluindo meus alunos na busca de informação e conhecimento através das sugestões e indícios do que faremos, que dei conta de trabalhar o ano letivo com esses projetos.

E partindo da interdisciplinaridade entre eles: trabalhar a história individual do aluno, inserido na turma da escola, na localidade de moradia, dentro do mesmo Município, conhecer a situação de limpeza e urbanização do Arroio do Sal, sua origem e sua história, interligando-a à origem e significado do nome de cada aluno. Comparando os dados que temos e saindo à rua para verificar onde se deu a história, como foi possível a caminhada dos precursores na sua vinda à beira-mar, fundando aqui o balneário, como se fez a urbanização com a devastação da natureza existente, com a construção das casas e loteamentos onde antes era só natureza.
Conhecemos os sambaquis, os vestígios que nos comprovam a existência, a passagem dos indígenas em nosso Município.
Fomos visitar e conhecer nossa gente, nossos artistas locais moradores daqui e que tiram sua inspiração da nossa terra; cuidar do espaço que todos ocupamos juntos e viajar para conhecer o lugar onde o outro mora, saber o que tem de importante ali e que devemos todos cuidar para que permaneça, para que continue atraindo turistas, afinal, somos um Município turístico e sobrevivemos dessa movimentação do veranismo.

Inclusive nossa turma palestrou, através de uma roda de conversa, na Semana Municipal do Meio Ambiente, contando a uma plateia enorme, de alunos maiores, o que nos fazemos para cuidar do espaço que convivemos, através do projeto Cuidando do Espaço Coletivo que realizamos desde o ano passado!

Toda essa movimentação só foi possível com o trabalho dos projetos, e a disposição dos alunos, que se empenharam com muita animação nessa busca, por vezes tumulto mesmo, correria, mas sempre em favor de aprendizagem.

A escolha do tema para meu TCC só podia ser esse: é possível ensinar história na educação infantil?
Posso responder aqui: é possível sim, mas somente através dessa movimentação, dessa metodologia de busca conjunta entre aluno e professor, escola e família. Somente resgatando a identidade de todos e da cada um desses aluninhos em sua história individual é que podemos ensinar História na Educação Infantil.

Stela, em 10.11.10
às 16.21

Eixo - 7 EJA

EJA-Eixo 7

Na proposta de leitura de texto sobre alfabetização, de Giroux, trazida por essa interdisciplina, refleti a importância da conceitualização que o autor faz da alfabetização como prática social e histórica, em que os indivíduos busquem poder individual e de grupo para a luta política, em favor de uma educação que os remeta ao poder através da linguagem, para que possa haver a luta em favor social ou meramente deixar-se dominar pela manipulação e reprodução do sistema.
Giroux trata do empoderamento pela alfabetização crítica como uma pré-condição da emancipação social e cultural dos sujeitos, não criando somente intelectuais, mas que permitisse o combate como participante ativo, tendo vez e voz, tanto na formação da sociedade quanto governando-a.

Nessa postagem registrei essa fala “Pensando a prática da linguagem como linguagem do mundo em que vivo, mas que posso transformá-lo num mundo muito melhor organizado, mais bem distribuído, mais dignificante para todos, mundo esse que pode vir a ser socialmente partilhado entre todos: poderes de ser individuo e de me organizar em grupo, e poder de exigir nossos direitos através da prática da cidadania.”
Pois bem, essa fala faz parte da minha prática diária em sala de aula, e fala do meu TCC, pois a partir da prática da linguagem, da oralidade dos meus pequenos em roda de conversas, contando nossas vivências, nosso cotidiano, falando da nossa realidade, ouvindo e discutindo sobre a história pessoal de cada um, e de todos os alunos, inseridos dentro do Município, o lugar comum de moradia de todos nós é que partiu meu tema para o TCC.

E acredito de fato que esse ensinar história aos alunos na educação infantil, partindo da história individual de cada um de nós é a história realmente vivida por todos, pois que se juntam em grupo, na turma que formam na escola, e fazem juntos essa nova história, a história coletiva.

Pensar o tema Ensino de História na educação Infantil e discutir esse assunto na minha fala ali descrita no TCC, me trouxeram uma “esperança de os meus alunos reconquistarem um espaço de empoderamento do sujeito com uma educação democrática, libertária, igualitária. Possibilitadora de reflexões conjuntas, permissiva de novas formações de grupo de poder, poder compreender a realidade que se vive e que se deve lutar, e pode-se lutar nova luta em favor de melhorar, transformar a sociedade em que vivemos”. (Stela Maris da Rosa Dias, 19 de setembro de 2009). Fala retirada do portfólio.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eixo 7

Eixo 7 portfólio

Revendo as postagens desse eixo que trata das interdisciplinas de Educação de Jovens e Adultos, Didática, Planejamento e Avaliação, Linguagem e Educação e Seminário Integrador já na primeira postagem da interdisciplina Didática, Planejamento e Avaliação, postagem encontrei a fala que trago de Paulo Freire (1996) na epígrafe do TCC:

“É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas cronológico, o velho que preserva sua validade ou que encarna uma tradição ou marca uma presença no tempo continua novo”.

Essa fala veio numa análise que fiz sobre Comênio e o Livro didático:
“Pois conforme Comênio diz no Índice da Didática Magna a formação do homem se faz com muita facilidade na primeira idade e a escola infantil é um momento de primeiros anos escolares. No trabalho postei que havia um alfabeto em minha sala de aula, da turma do turno inverso, onde as palavras ali listadas eram totalmente fora do contexto local, aparantava ser um alfabeto de animais, mas poucos existentes aqui, na letra i a palavra era "índio", e nas letras k, y e w nomes próprios. Registrei então essa fala: "vejo que poderia ser mais “proveitoso alfabeticamente” se o contexto de vida, a realidade dos alunos fossem trazidos para a formação desse mesmo alfabeto, e que ele fosse colocado ao alcance da mão dos alunos. Apesar dessa fala referir-se á alfabetização, é exatamente assim que realizo meu trabalho em sala de aula. Trazer a realidade e as vivências cotidianas dos alunos foi o que me possibilitou um bom referencial de trabalho no estágio curricular e que me trouxe o tema para desenvolver: o Ensino de História na Educação Infantil, partindo das atividades de resgate da identidade dos alunos em suas histórias individuais, para a formação da coletividade da turma, inseridos no local em que moramos – o Município.

Stela em 08.11.10

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Reflexão final dos Eixos 4,5,6

Esse eixo me possibilitou muitas aprendizagens referentes aos alunos, enquanto eu professora devo buscar teorias, estudos que permitam entender melhor como se dá o desenvolvimento das aprendizagens em meus alunos.
Os estudos de Piaget me permitiram entender algumas questões referentes ao aspecto cognitivo, pois isso pode me instrumentalizar para pensar atividades mais específicas e voltadas à etapa em que estão nesse momento escolar.
Tive muitas questões comportamentais e cognitivas de alunos com algumas dificuldades em sala de aula, em relacionamento coletivo e também nas atividades de raciocínio resolvidas ou não, mas entendidas por mim, que todos passam por essas etapas, e embora estejam na mesma faixa etária, essas não acontecem no mesmo tempo, determinadas para todos.

Pensei bastante nesses estudos da Psicologia quando precisei auxiliar um aluno que é extremamente agressivo, em todos os momentos, diriamente. Pois esse tem família constituída e vivem aparentemente bem, participantes ativos na escola, comparecendo sempre em reuniões, convites, integrando-se as atividades escolares de casa, enfim, bem participativos e integrados à escola. Ainda não conseguimos melhora aparente, mas a família tem-se envolvido conosco em melhorar essa situação.
Também tive uma aluna que chegou pela primeira vez na escola, e teve todo um processo de inseri-la na vida escolar, pois não trazia nenhum entendimento da fala da escola, não realizava contagem, não sabia o que era numeral, não conhecia o alfabeto e não tinha nenhum entendimento de regras de conviência escolares. Fomos aos poucos introduzindo-a nesse mundo novo e alcancei excelentes progresso nesse tempo: já escreve seu nome, reconhece-o, identifica sua letra incial e realiza a contagem até o 6.

Estamos caminhando...

Outro exemplo: uma menina que já está na escola desde os 3 anos, passou pelo maternal, pré-escolar 1 e agora o pré-escolar 2 e ainda não realizava a escrita do seu nome, sequer a letra inicial. A representação gráfica em maio muito me preocupava, pois só fazia células, para toda e qualquer representação, mas nomeava o que desenhava. Enfim, fomos conversando, auxiliando, a família compareceu à escola e começou a ajudá-la também em casa. Hoje está muito bem, seus desenhos representativos estão bem fiéis, com detalhes, nítidos e de fácil entendimento, já escreve seu nome e o identifica.

Enfim, entender um pouco de como se dá a aprendizagem para os alunos, e que cada um tem um tempo seu,individual, e que podemos ampliar essa aprendizagem com atividades específicas para cada aluno foi o que me proporcionou essas interdisciplinas do eixo 6.

Esse eixo trouxe as questões da diversidade de alunos que encontramos durante os anos escolares, e que embora exista um movimento grande em favor desses alunos especiais ou não, aparentes ou não, é fato que precisamos buscar estudo e orientação especializada para nos instrumentalizarmos en favor de uma escola mais democrática e de qualidade a todos os alunos, que ao menos possibilite que todos possam buscar entendimento dentro das suas potencialidades.
Tenho certeza que essa tarefa eu cumpro, pois dou autonomia aos meus alunos que busquem, sugiram e realizem atividades que possa lhes dar mais prazer de estar aqui, entre as paredes da escola, na convivência com outros que também aqui se encontram nessa caminhada da busca do saber conjunto, que permita a construção de conhecimento partindo da nossa realidade individual e que se funda no coletivo, fortalecendo os laços e a necessidade de juntos aprenderem mais.

Stela em 05.11.10
21.12

Eixo 6

Ainda revendo o eixo seis, não pude deixar esse registro de fora, que trago da Interdisciplina Educação de alunos com Necessidades Especiais:


Educação Especial

A Educação Especial está nos proporcionando excelente encontro de trocas através dos Fóruns que nos tem oferecido. Ali nesse espaço temos momentos de estudos, na obrigatoriedade das leituras exigidas (e que nem sempre consigo dar conta!) e também nos oportuniza encontros maravilhosos com os colegas e professores.
Quero ressaltar que esses "encontros com os outros colegas" são os melhores momentos, pois conseguimos fazer uma rede de estudos interligada com nossas práticas, engendrando nossas reflexões. Permitindo então melhoria dos nossos conhecimentos através dessa interação de todos os pensares e fazeres que ali sobressaem.
Desejo que todas nós possamos realmente tirar muito proveito de tudo o que nos está sendo oferecido.
Tivemos a oportunidade de ler o texto de Rita Bersch, onde ela conceitua TA "expressão utilizada para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuam para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiências, promovendo vida independente e inclusão...é buscar, com criatividade, um alternativa para se realizar o que deseja ou precisa, é encontrar uma estratégia de fazer do "seu jeito", valorizando esse jeito, aumentando capacidades, criando alternativas e envolvendo o aluno, desafiando-os a experimentar e permitir uma construção individual ou coletiva de novos conhecimentos".

Penso que isso se aplica também a nós, alunos peadianos, em diferentes escolas, com diferentes pensamentos e fazeres, com diferentes olhares e que somos levados a pensar juntos em nossas individualidades, em práticas isoladas umas das outras pela distância, pelas vivências, pelo planejamento, pelo físico, pela diversidade, pelas especificidades.
Que bom entender isso aqui, dentro dessa interdisciplina que está nos permitindo pensar a inclusão de especiais, mas que também nos brinda com essa permissão especial de pensarmos em nós também como inclusos de uma maneira diferente de aprender.

Acrescento aqui que essa mesma fala também remete ao meu TCC, pois em minha prática profissional procurei desenvolver atividades que possibilitassem aos meus alunos eles próprios buscassem suas aprendizagens. Tenho certeza que proporcionei aos meus pequenos no período do estágio, e também fora dele, toda essa busca de criatividade e envolvimento.
As atividades específicas que evidenciam essa minha prática estão registradas em nossos endereços virtuais, onde descrevo o que realizamos em nossas aulas: atividades realizadas dentro dos projetos de trabalho que desenvolvemos ao longo do ano, e que estão registradas em meu plano de trabalho do estágio, e nas atividades diárias ali registradas, no meu wiki do estágio.

domingo, 24 de outubro de 2010

Aprendizagens -Eixo 6

APRENDIZAGENS

“Aprender é proceder a uma síntese indefinidamente
renovada entre a continuidade e a novidade.”
(Inhelder, Bovet e Sinclair, 1977, p.263)

Nesse eixo, na interdisciplina de Psicologia II, tivemos uma atividade de escrever sobre o tema aprendizagens da nossa vida.
Nessa atividade fiz uma reflexão bem importante onde evidenciei minha apropriação das tecnologias após mais de 40 anos de vida!
E podemos entender que as aprendizagens acontecem sempre, mas que a cada fase, etapa, tempo vivido, temos mais condições de entendimento, pois já temos muitas estruturas formadas, então vamos assimilando novas aprendizagens. Penso também que com a idade, vamos dando conta de tolerar mais, mais tempo de pensar, refletindo nossas vivências e tudo o que acompanha essa caminhada. Permitimo-nos parar e refletir nossa vida pessoal, profissional, afetiva, familiar. Enfim, penso que estamos acomodados, no sentido de não mais sermos afoitos ou ansiosos. Não temos mais tanta pressa de fazer tudo, de qualquer jeito. Com o passar do tempo vamos nos permitindo pausas, e nessas pausas nosso pensamento conforma os aprendizados, as nossas experiências vividas já nos antecipam algo que vivemos e portanto, sabemos o que pode vir aqui. Podemos retroceder, deixar amadurecer, esperamos o tempo mais propício. E, caso necessite, podemos pensar de outro modo, ver outras possibilidades, buscar mais conhecimento, ou esperar o tempo de realizar mudanças, em todos os sentidos, na nossa vida.
Isso também reflete em nosso fazer profissional, pois já devemos acertar mais, errar o menos possível, e refazer de novo a caminhada, com cada aluno, ou com todos eles.
Refletir, vivenciar anos, muitos anos vividos nos permitem muitas aprendizagens e cada vez mais podemos filtrar essas aprendizagens em benefício da felicidade, de todos nós, coletivamente.

Essa postagem está nesse endereço, e ali vem bem “comprida” e explicitada essa minha apropriação das tecnologias para dar conta da minha vida acadêmica.

Stela em 24.10.2010. às 15.31.

EIXO 6

PSICOLOGIA II

O sexto eixo do curso vem com as interdisciplinas Psicologia do Desenvolvimento II, onde estudamos e nos aprofundamos na teoria da Epistemologia Genética, de Piaget, onde estudamos alguns textos de Fernando Becker, disponibilizado no ambiente Rooda.

Penso que nesse eixo meu entendimento foi maior, pois até então as leituras e as atividades eram menos práticas, e mais de estudo e assimilação pessoal.

A obra de Jean Piaget não oferece aos educadores uma didática específica sobre como desenvolver a inteligência do aluno ou da criança, apenas nos mostra que cada fase de desenvolvimento apresenta características e possibilidades de crescimento da maturação ou de aquisições. O conhecimento destas possibilidades faz com que os professores possam oferecer estímulos adequados a um maior desenvolvimento do indivíduo, conforme nos aponta José Luiz de Paiva Bello no texto A teoria básica de Jean Piaget (1995).

Aqui nesse eixo tivemos a oportunidade de realizar uma entrevista individual com alunos em um dos estádios do desenvolvimento, descritos por Piaget, utilizando material concreto e pudemos descobrir, através dessa testagem, em que estádio do desenvolvimento cognitivo o aluno se encontra.

A compreensão do processo como se dá o desenvolvimento da inteligência, por definição de períodos em que, cada indivíduo adquire novos conhecimentos ou estratégias de compreensão e interpretação da realidade é fundamental para que nós, professores, possamos também compreender com quem estamos trabalhando. Segundo Lima (1980, p. 131): “aceitar o ponto de vista de Piaget, provocará turbulenta revolução no processo escolar (o professor transforma-se numa espécie de ‘técnico do time de futebol’, perdendo seu ar de ator no palco)”.

Essa interdisciplina foi mais um acréscimo, pois ao longo do curso fomos nos inteirando de vários modos e autores que nos levaram a entender como se dá o nosso fazer escolar, e aqui, nas Psicologias pudemos entender como se processa, normalmente, o aprender de cada indivíduo, e que esse aprender se dá em etapas, onde vão-se acomodando as informações vividas, vivenciadas pelo aluno.


Mais uma importante contribuição para nossa profissão, além do fato de que eu mesma tive que ir em busca de mais textos e outros autores para dar conta de um melhor entendimento do assunto. Assim pude crescer mais um pouco nesse sentido: devemos ir em busca de conhecimento sempre, pois nada é dado pronto ou acabado, tudo se renova, teorias são revistas, reestudadas; tudo posso ser refeito através de novos estudos, de novas ideias que se vão comprovando através desses estudos. E nós temos também essa possibilidade de buscar mais conhecimento em favor de melhorar nossa prática profissional, para favorecer a aprendizagem também de nossos alunos, através de novos fazeres.



Bibliografia:
BELLO, José Luiz de Paiva. A teoria Básica de Jean Piaget. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per09.htm. Acesso em: 27 abril. 2009
http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/d00005.htm
MARQUES, Tânia Beatriz I. Epistemologia Genética e Construção do Conhecimento. Disponível em: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo6/psicologiaii/epistemologia_genetica_e_construcao_do_conhecimento.pdf. Acesso em: abril.2009


STELA EM 24.10.2010 ÁS 15.15