sábado, 11 de setembro de 2010

Eixo 1


Arte de casa: Família da Gabriele (Releitura de Portinari) 2009

As Tics realizei duas postagens; uma de análise de dois blogs dados, onde era para entender qual a finalidade de cada um deles. Na visita pude entender que eram blogs educacionais, e que tinham com função ensinar como se cria um blog educacional.
A outra postagem era do fórum da interdisciplina, que não pude postar no ambiente então registrei ali. Nessa postagem destaco a vontade de criar um blog para minha turma e a impossibilidade disso na Dietschi, pelo fato de não ter acesso à internet. Registro também um começo tímido da minha parte no laboratório da escola: atividade de registro em editor de texto, com os alunos em grupos. Revendo a postagem hoje, penso que poderia ter ousado mais: pro exemplo, poderíamos ter imprimido o trabalho para os alunos visualizarem e aproveitar para leitura e aprimoramento das informações ali escritas; poderíamos ter ilustrado, feito uma montagem em livrinho individual, pois cada aluno teria seu material impresso... enfim, revendo é que podemos refletir e pensar mais conforme a caminhada que realizamos.

Stela 11/09/2010

Eixo I Visitando de Blogs


Obra de Onildo, artista arroiossalense, escultura em madeira

Nova postagem que tratava de tarefa da ECS, uma leitura de blogs.

Recortei essa fala da postagem:
“Essa tarefa de visitação de blogs foi muito bacana!
Nossa, conheci muitas coisas interessantes: assuntos diferentes, muito movimento, muitas pessoas, quanta diversidade!”

Fiquei encantada com o mundo das TICs, e essa atividade de visitação aos blogs ali indicados foi muito interessante mesmo.

Dessas leituras registrei muita coisa que me chamou a atenção e também pude acrescentar na postagem alguma coisa de trabalho meu, como exemplo "contei do Projeto Tupancito que tratava sobre meio ambiente e importância de preservarmos a natureza local. Fizemos um trabalho bem interessante: começamos na nossa escola, cuidando do pátio, plantando árvores, recolhendo o lixo; depois visitamos a rua, verificando como estava a coleta; fomos ver o arroio histórico da cidade, como andava; fizemos um livrinho, montamos um jornal, reaproveitamos sucata, transformamos em arte, colocamos em exposição nos pontos comerciais mais visitados da cidade, envolvemos as famílias...nem me lembro o que mais."
Aqui está o link
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Stela Maris, em 11/09/2010 às 17.05

Eixo 1 -Escola, Cultura e Sociedade

Foto: obra de Bianca Pacheco, artista arroissalense.

Postagens do blog referentes ao mês de outubro-2006, do I Eixo.

As postagens referem-se às interdisciplinas Escola, Cultura e Sociedade (ECS) .

As postagens da ECS tratam de trabalhos exigidos pela disciplina, um questionário a ser respondido sobre o texto “A educação como processo socializador, função homogeneizadora e função diferenciada” onde destaco essa fala:

“Na minha compreensão o texto fala da educação formal, aquela que ocorre na escola, e a educação informal, aquela em que a vida que nós vivemos é que nos ensina”.
Ao rever as perguntas e respostas retirei essa fala dali, por ser a única fala minha, o restante da escrita são as palavras do teórico. E esse escrito me permitiu refletir sobre o que penso ser o fazer da educação hoje: não mais podemos e nem nos é permitido realizar essa dicotomização da educação formal e informal, pois embora a escola – instituição que tem como objetivo formal certificar a conclusão do estudo ali ministrado, não é possível que um educador não traga essa realidade vivenciada pelos alunos para compor a construção do conhecimento que ali vai ser possibilitado a todos os indivíduos que estão nesse processo educacional.

Penso também que o conhecimento científico, elaborado ao longo do tempo por tantos estudiosos é importante que seja dado a conhecer aos alunos, mas devemos sempre contextualizar, confrontar e comparar com a nossa realidade, com o conhecimento que nós mesmos já construímos na nossa realidade, tanto familiar, quanto local, enquanto indivíduos sociais e sujeitos que se completam em suas vivências cotidianas.

Essa fala de Durkheim que trago aqui, retirada do mesmo texto, afirma exatamente o que penso: “deve haver uma observação histórica das gerações passadas, pois todo o passado da humanidade contribuiu para estabelecer os princípios que dirigem a educação hoje, toda a nossa história deixou traços, como também a história dos povos que nos precederam, deixaram”.

Esse pensamento me acompanhou durante toda a minha trajetória enquanto professora, e ficou bem marcado em meu estágio curricular, no tocante ao meu trabalho de resgate da identidade de cada aluno, da turma que estamos inseridos e do lugar a que pertencemos. Todos e cada um de nós têm uma história pessoal, e que a traz à escola, onde juntamos essas vivências que nos possibilitam construir uma identidade de turma, uma identidade da escola.

Enfim, a identidade do nosso pertencimento social é constituída pelas histórias de todos, carregando nessa construção as nossas particularidades e agregando-as ao coletivo.

Stela Maris da Rosa Dias
Em 11/09/2010 às 16.31

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eixo 9 - Relendo...

Primeira tela pintada pela Marina Dias Marenzi, em 2010.

Releitura e reflexões das postagens do mês de setembro 2006, Eixo I

Esse mês foi dedicado ao tempo, aos sonhos e as viagens...
Expressei meus pensamentos e sentimentos em relação ao tempo, expus meus sonhos e me permiti dar início à caminhada.

Através de contos, poemas e das minhas palavras poeticamente entrelaçadas com meus sonhos e vivências cotidianas, tanto profissional, como pessoal e também estudantil pude deixar um registro interessante, sincero e tranqüilo.

Aqui deixei o registro de minhas angústias quanto ao término do curso, e também a minha satisfação de estar cursando a faculdade, tão necessária a minha carreira profissional.

Sobre o tempo, fiz uma postagem em que trouxe do dicionário Luft a sua definição: momento ou ocasião própria. E teci minhas considerações a cerca da necessidade de organização do tempo para dar contas das tantas atividades que precisamos dar conta em nosso dia-a-dia.

Conforme fui relendo as várias postagens me defrontei com essa escrita: “Nossos desafios nesse início de século são muitos e exigem muito jogo de cintura, aliado a uma boa formação e muita disposição! Estamos numa concorrência desleal com esse leque enorme de opções que nossos alunos dispõem hoje”. Essa fala me fez pensar novamente sobre tantas necessidades que temos em termos de material de apoio, da falta de professores, de profissionais da área da supervisão e da orientação escolar em nossas escolas e da necessidade de nos apropriarmos das tantas ferramentas necessárias a uma oferta de melhor qualidade na educação que fazemos diariamente, em nossas escolas e salas de aula. Enfim, precisamos ainda sensibilizar governantes para melhor cuidar das questões que envolvem a da educação: melhores salários, melhores equipamentos, melhorias no espaço físico, material de apoio didático, tempo para formação continuada, tempo para rever e refletir, todos juntos as necessidades dos alunos e também de nós, profissionais que queremos melhorar a educação que oferecemos.

Numa das postagens ali existentes, que versou sobre o conto Viagem à Ilha Desconhecida, de Saramago, trago essa fala que ali postei: “A viagem é importante. Mostra-nos o nosso conhecido através do desconhecido.” Penso ser de consistência essas palavras, pois diz claramente que sabemos o papel e a função de cada um de nós, sabemos que devemos mudar, que precisamos refazer nossa prática, tentar novos métodos, enfim refletir e refazer o trabalho, mas ainda precisamos ir em busca do algo mais que falta-nos para desbravar o mar bravio que se vislumbra à frente da educação que fazemos...

A última postagem desse mês de setembro se encerra com uma escrita sobre qual nossa ousadia hoje, onde registrei isso: “Sou professora! Realizada profissionalmente. Insatisfeita com todas as inquietudes pertinentes a nós, educadores... Preocupada com os rumos da educação hoje, um tanto tortuosos, alunos menos interessados, salas mais cheias, recursos mais escassos, desvalorizados profissional e financeiramente, por vezes desrespeitados diariamente, outras tantas, nem notados...”.
Essas inquietações ainda me acompanham hoje, após quase quatro anos de estudos acadêmicos, pois cada dia mais nos embrenhamos em estudos que nos levam a perceber quão importante é o nosso papel frente a uma sociedade mais justa e igualitária, que ofereça qualidade de ensino, mas que exige respeito acima de tudo, entre todos os segmentos ali envolvidos.

Stela Maris da Rosa Dias
08/09/2010 às 19.51

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

(Obra da artista arroiossalense Camilla Machado)




Seminário Integrador I
Primeiras Postagens no Blog

A postagem será um pouco longa, pois aqui está o início, toda a caminhada que realizei na primeira semana do curso PEAD.

Em 21 de agosto de 2006 tivemos nossa aula inaugural.
No dia 24 de agosto fiz minha primeira postagem no meu primeiro contato com as ferramentas da comunicação - no blog de nome TECENDO IDEIAS - intitulada Boas Vindas, e registrei essa primeira fala virtual: “Este será um espaço de muitas idéias. Para completá-lo preciso de muitas idéias.”
Era um convite a quem me visitasse, de agregar e partilhar comigo suas idéias a cerca da educação, especificamente da educação infantil e alfabetização, pois esse é o meu lugar de trabalho.
Nessa primeira tarefa de rever/refletir as redes de aprendizagens que fui construindo ao longo do curso, e nessa postagem, no primeiro semestre, já percebo que buscava parcerias, pois sozinhos geralmente não damos conta de nosso trabalho, a final, como professora que sou, trabalhando 40 horas em sala de aula, mais do que necessário uma busca de partilha, de construção coletiva.
Iniciando então nas tecnologias de informação e comunicação nesse ano de 2006, nada mais natural que solicitasse essa colaboração por parte de quem ali encontrasse meu recadinho inicial!

Na próxima postagem já manifestei ali minha solidão diante da máquina! Até hoje ainda sinto muita necessidade de dialogar com outros pares as questões que ali coloco, ou que vivo, sinto, pois é muito forte em mim essa questão da troca, do bate-papo, do “me olha e fala comigo disso que estou falando agora”...

Na próxima postagem, minha apresentação pessoal, destaquei as palavras que escrevi sobre gestação e mar:

“O mar com suas ondas indo e vindo sempre. Constantemente. Hora calmas e tranquilas. Hora agitadas, fortes, varrendo a areia, limpando, empurrando, carregando...
Uma gestação: carregar no ventre um novo ser. Permitir que uma nova vida seja gerada. Permiti-la desenvolver-se, crescer, vir a ser...

Quero destacar essa escrita, pois retrata fielmente aquilo que vivemos em nossa profissão, diariamente: ir e vir, calma e tranqüilidade, agitação, busca, caminhada, desafios constantes.
Essa transcrição descreve com muita propriedade o meu estágio, realizado no oitavo semestre, em 2010! Tive um período muito conturbado no meio do trabalho, e que quase me fez desistir da caminhada novamente, naquele mês de maio... Mas, acredito que a proximidade com o mar, e os anseios de concluir minha faculdade me levaram ao enfrentamento de mais esse desafio em minha luta para o tão sonhado diploma acadêmico!

Destaquei a última frase, que se referia a minha gravidez e por extensão a minha filha Marina, que declara a conclusão dessa etapa necessária porque passei: permitir, crescer, vir a ser. Me permiti crescer em meio às turbulências e consegui dar conta do meu trabalho e do trabalho dos meus alunos, para possibilitar-mo-nos vir a sermos juntos, incluídos na mesma necessidade de construção de conhecimento coletivo, que precisa se fazer na individualidade de cada um e de todos, conjuntamente em colaboração com os outros.

Na postagem da apresentação profissional encontro essa fala:
Possibilitar que meus alunos conheçam, descubram, criem, construam... esse imenso mundo das letras, é fantástico!”
Essa fala continua me acompanhando, pois esse é o melhor momento do trabalho em sala de aula, especialmente para o professor alfabetizador: quando temos a oportunidade de realmente levar nosso aluno à descoberta da possibilidade dele mesmo desvendar o mundo da escrita, e poder utilizar-se dessa descoberta em seu favor, por uma vida mais justa, mais democrática, mais fiel a sua necessidade de felicidade pessoal. Com a certeza de que é um ser social, e que faz e se refaz diariamente no convívio com o outro, quer na esfera familiar, que na esfera escolar e nos tantos grupos dos quais faz parte por toda sua vida.

No dia 04 de setembro de 2006 houve uma postagem “Reflexão da I Semana de trabalho” onde destaquei ali a alegria geral que reinou em nossa aula inaugural. Quero destacar a reflexão que fiz sobre ver a alegria de todos os presentes ali como reflexo da alegria que eu própria estava sentindo naquele momento!
Isso me remeteu a um novo pensar: o quanto se reflete os nossos sentimentos em nosso trabalho diário? E o tanto que somos afetados pelos sentimentos do outro com quem convivemos diariamente?
Dar conta de administrar todas essas questões afetivas que permeiam nossos afazeres profissionais também é algo que devemos buscar aprender, pois por muitas vezes nos deparamos com situações que envolvem nosso aluno, na sala de aula e não nos damos conta que pode ser um reflexo de nossos próprios sentimentos, ou nas ações que praticamos também diariamente podem ser simplesmente o reflexo dos sentimentos dos alunos ao nosso redor...

Registrei também toda a minha angústia frente ao meu total desconhecimento das tecnologias, do mundo virtual que estávamos adentrando.
O novo na minha vida pessoal e profissional!

Aqui quero deixar essa reflexão: o novo assusta, faz sofrer, mas quando vamos nos apropriando de alguns conhecimentos básicos podemos nos permitir crescer, aprender e partilhar. Pois desde aquela longínqua primeira semana de agosto de 2006, estou cada dia mais envolvida com o uso das tecnologias em minha vida, tanto na escola, como em casa. Nesse ano de 2010 ganhamos o projeto UCA (Um computador por Aluno) na escola Dietschi, em Rondinha onde trabalho 20 horas. E aos poucos estamos levando nossos alunos a conhecer e se apropriar das possibilidades que o mundo virtual pode nos trazer em termos de benefícios para uma melhora na educação oferecida aos nossos alunos. Também realizo um trabalho semanal com a turma de pré-escola, onde trabalho no turno da manhã, no Tele Centro da Biblioteca Pública Municipal, aqui em Arroio do Sal.

Rever esses primeiros registros, refletir e trazer à luz novos pensamentos, diante da nossa caminhada, na nossa prática profissional, através dos registros ali escritos, foi um momento muito oportuno, pois permitiu que eu trouxesse elementos, falas importantes ao longo do curso, e que pude entrelaçar com meu fazer pedagógico, tanto em crescimento quanto em caminho que se faz na estrada!

Stela Maris da Rosa Dias, em 06/09/10 às 17:26.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Retomando ao Começo - Eixo I

Foto: Obra abstrata, uma das primeiras da Vó Edília, nosso mais querida artista arroiossalense.


Iniciei meu caminho de volta ao começo!
Abri meu primeiro blog.

Ali tenho o início da caminhada no Pead.
Primeiros registros...
Apresentação profissional e pessoal.
Sonhos e anseios...
Dificuldades e acertos...
Reclamações e agradecimentos...
Aula inaugural...
Desconfiança e esperança!

Vi as postagens, li e reli algumas.
Lembrei todas as escritas ali registradas.
Nossa!!!
Passei tudo isso mesmo? Parece que não, parece ter sido ontem.

Relembrei tantas coisas, expus tantos sentimentos, abri minha alma.
Contei de mim, do meu fazer, dos alunos, do trabalho.

Relatei vivências, momentos importantes.
Contei muita coisa nesse espaço de tempo.
Vivi muito mais do que registrei, algo deve ter ficado de fora, afinal não damos conta de tantas lembranças...

Dá pra ser um livro tudo o que vivemos nesse espaço de oito semestres passados!

Vou começando a caminhada de leituras já feitas, para voltar a refletir o já visto, o já feito, o já dado e acabado.
Mas que pode ser refeito, se refletido com simplicidade e criticidade.

Paulo Freire traz essa fala à página 35 do livro Pedagogia da Autonomia (1996):

É próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico.”

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

TEMA DO TCC

Na aula do dia 30 de agosto, após conversa com a professora orientadora Carmem, e a tutora Alda Graciela, ficou assim definido (provisoriamente) o Tema do meu TCC:

"O Papel da escola no resgate da identidade de pertencimento do aluno, inserido na atualidade em que as famílias já não estão tão presentes para para desempenhar pontualmente essa importante tarefa."

Partindo dessa temática inicialmente pensada já estou me movimentando na busca de evidências em meu trabalho realizado e material teórico que permita um bom desempenho do caminho da pesquisa a realizar.