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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Psicologia

APRENDIZAGEM NA VIDA ADULTA

Crescer implica em viver.
Para viver necessitamos e passamos por várias fases, etapas distintas nas nossas vidas. E a cada etapa vivida adquirimos aprendizados. Esse aprendizado não acontece estático, passada a fase aprendeu-se e pronto, está acabado. Na interação com o outro, através das nossas vivências, trocando com outros sujeitos, acrescentamos aprendizagens em todos os momentos das nossas vidas. Essas aprendizagens se dão em tempos próprios a cada indivíduo, embora as fases sejam distintas e tenham idades aproximadas, cada um os vive de acordo como se deu a evolução do seu próprio crescimento.
Para acontecerem às aprendizagens necessárias ao meu crescimento individual, intelectual, é necessário que eu mesma as vivencie, trocando e interagindo com os outros indivíduos que formam a minha rede de vivência e convivência. As etapas de aprendizagem destacadas por Piaget acontecem não somente com as crianças. Na medida em que eu, aluna do Pead, vou avançando nos meus estudos, vou também acomodando os conhecimentos necessários para alcançar a próxima etapa. E assim sucessivamente, a cada semestre vivido, me permito ir em busca de outras aprendizagens, assimilando conhecimento, agregando ao meu saber anterior, construindo minhas novas aprendizagens. Assim, como com os pequenos, a relação professor-aluno interfere mais visivelmente no meu aprendizado sendo adulta. Pois aqui, nesse tempo de estudante adulta necessito tanto mais “contato afetivo” com os mestres tanto quanto criança.



sábado, 6 de setembro de 2008

PSICOLOGIA DA VIDA ADULTA-EIXO V 2008/2

A partir da leitura do texto “Introdução à Psicologia Da Vida Adulta”, das Dras Tânia Beatriz Inasko Marques e Luciane Magalhães Corte Real e da professora Jaqueline dos Santos Piccetti, e também da oferta do material de apoio: a apresentação do ppt “Desenvolvimento segundo Erikson” e também o texto “As oito idades do homem segundo Erikson”, de David Elkind,
entendi com essas leituras que em diferentes épocas os seres humanos apresentam características diferentes, e que as etapas vividas são marcadas por conflitos próprios, necessários. As passagens por essas etapas trazem perdas e ganhos ao indivíduo, sendo que em algumas pessoas predominam sentimentos de perda e em outras há predominância pelos sentimentos de ganho. A cada etapa vivida, a passagem para a próxima etapa significa expectativas diferentes com relação à sua própria vida. Sendo assim, pode-se dizer que cada indivíduo lida com essas etapas e passagens a sua própria maneira, e dependendo de como essas vivências forem resolvidas, essas etapas também vão sendo ultrapassadas.
Por exemplo, espera-se do adolescente que ele demonstre sua rebeldia, desafiando pais, professores, perigos...Chamando atenção para si e para seus problemas. Não se espera o contrário, retraimento, demonstração de apatia ou desinteresse total pelas mudanças físicas, sexuais , psicológicas e afetivas que estão ocorrendo consigo.
Do mesmo modo, espera-se que resolva seus conflitos e torne-se um adulto responsável, íntegro. Que forme família, sustente-se, tenha sua casa e sua independência. E que passe adiante a seus filhos, esse legado de luta, de integridade e confiança.
O indivíduo então pode viver feliz e realizado, aproveitando cada uma delas e vivendo-as em seu tempo, ou, se não foram bem vividas, bem resolvidas, pode tornar-se infeliz, e mesmo assim, precisando ajustar-se aos acontecimentos e vivências sociais e individuais, mesmo que com isso possa apresentar comportamentos nem sempre bem aceitos ou bem vistos. Talvez nem mesmo supere, ao longo de toda a sua vida, essas etapas, passagens, e ajustes necessários para realizar-se pessoal, profissional e afetivamente. Onde posso então concluir que será um adulto “desajustado ou desequilibrado” frente à sociedade.

Concluindo, então: cabe a nós professores dos anos iniciais estimularmos nossos alunos a “indústria – produção individual” (fase 4 segundo Erikson) ,dentro da construção coletiva de aprendizagem com confiança, permitindo aumentar-lhes a auto-estima, possibilitando assim a autonomia ao nosso aluno para a construção das suas aprendizagens.
Podemos ter um adulto bem resolvido em sua produção, nas suas construções pós-escola, comportando-se socialmente com naturalidade, sensibilidade e responsabilidade, confiante de que suas vivências lhe permitirão uma melhor forma de resolver seus problemas, vivendo sua vida com mais prazer, satisfação e alegria.