quinta-feira, 29 de novembro de 2007

MPB- Música para crianças - 1



Bom, vou de novo respondendo...

Ok professora Nádie, já fazemos isso pra trabalhar todos os conceitos que queremos.

Eu e minha amiga Mara Braum nos juntamos sempre para proporcionarmos aos nossos alunos um "encontro com o outro", nos diversos assuntos/conteúdos que trabalhamos.

Sim,
através de histórias,
de pesquisa em livros,
na internet...
De representação teatral, encenação, música...
Em grupos...

Na semana da "Consciência Negra" trabalhamos os grupos integrados (e aqui conseguimos juntar também as outras séries) pesquisando, criando, inventando, dançando, contando...Os grupos fizeram um trabalho tão bacana, que alguns foram além daquilo que esperávamos!

Por exemplo: uma das tarefas era conhecer a roda da capoeira.
Convidamos o mestre de capoeira que ensina na Rondinha e ficamos esperando a sua chegada...

Enquanto isso...

Juntamos todos os alunos,
fizemos a roda
E começaram a cantar,
Bater palmas,
E jogaram!
Muitos alunos deram um "show",
pareciam velhos capoeiristas!

O nosso convidado não apareceu.
E não fez falta!

Fui muito bem representado pelos nossos alunos!


Um grupo, na tarefa de apresentação da contribuição negra à nossa cultura dentro da música fez isso:

Apresentaram o Hino Gremista, sendo que o Gabriel, quem apresentou essa tarefa, á Colorado.
E vestiu sua camiseta do Inter! O Fabrício, do mesmo grupo, também, vestido com a camiseta do Inter, é Gremista!

E os dois cantaram o Hino do Grêmio, uma contribuição do negro gaúcho Lupicínio Rodrigues.

Contação de Histórias- 3


Relacionando minha prática com a postagem referente ao nosso trabalho em grupo, quero responder ao questinamento da professora Nádie:
Trabalhamos em grupos sempre.
Mara Braum e eu juntamos nossos alunos semanalmente e fazemos trabalhos em que aconteçam pesquisa, integração de alunos (1º ano e 4ª série), dramatização, criação de música ou coreografia, escrita e declamação de poesia, produção textual e produção gráfica (ilustrativa)... A cada finalização de trabalhos há uma apresentação das suas aprendizagens, em grupo, aos demais grupos.


A título de registro, vou "colar" email enviado para a professora Rossana:


"Oi professora Rossana, tudo bem com você?
Estou lhe enviando esse email para contar-lhe mais algumas "artes" dos meus pequenos... Trabalhamos juntas eu e a Mara Braum com nossos alunos, os meus do primeiro ano (6anos) os da Mara da quarta série (10 anos), que são padrinhos dos meus. Então ontem e hoje desenvolvemos mais uma atividade em conjunto com nossos pupilos: resolvemos fazer uma comemoração de halloween à brasileira!
Juntamos na roda de conversa e propomos que iriam se reunir com os dindos, em grupos, e pesquisar sobre um personagem folclórico brasileiro (sobrenatural), deveriam fazer uma apresentação teatral e um poema rimado, podiam criar o que quisessem para a apresentação. Tiveram a tarde de ontem para se reunirem e aprontarem isso. Foi simplesmente ma-ra-vi-lho-so. Um show de espetáculo.
Fizeram teatro da lenda do Negrinho do Pastoreio (um espetáculo, que encenação dos personagens! esse grupo deu show na passarela!), da Mula sem cabeça (aqui os aplausos vão para a composição do personagem, a roupagem que criaram! precisavas ver!), do saci pererê (foi uma cena com os personagens do sítio do picapau amarelo de invejar a Globo! minha pequena Greicy deu show de interpretação da Tia Nastácia! voz, entonação, figurino, desenvoltura no palco!!!!!) o grupo da sereia Iara confeccionou peixes e cantaram a música "peixe vivo" com os peixinhos nadando! (show! show! show!) a apresentação do Boitatá foi um teatro de palitos com os personagens confeccionados em caixas de leite e pintados com têmpera (lindos, muito lindos mesmo!)...
Professora Rossana, só contando assim não lhe diz de verdade o que fizeram. Precisavas estar lá!
Em um momento até comentei com a Mara; vou chorar, me emocionei mesmo! Nessa hora sei o quanto vale o trabalho dos nossos alunos e o nosso também! Vamos combinar que um dia virás aqui na Rondinha, assistir alguma "bobagenzinha assim" nossa?
Desculpa te incomodar com isso, tá? mas tinha que te contar, foi bom d+++++++.
Beijão"

Há também outros registros no fórum de teatro e de artes...

Trabalhar em grupos é uma atividade que permite aos alunos partilharem saberes, descobertas, buscarem juntos. Além de aproximá-los e possibilitar ampliar amizades, possibilita comunhão de saberes!

Essa é uma prática constante em minha sala.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

MPB para Crianças


Confesso, publicamente aqui nesse espaço, que achei a tarefa solicitada "muito chatinha", quando abri a proposta.

E pensei cá com meus botões:

"Meu aluninhos não vão gostar"!

Então levei o material pra sala, recortei as folhas do xerox que o Éderson me fez, montei um livrinho do "Pixinguinha" e sentei na roda. Ainda meio desconfiada!

Começamos a conversar sobre a história que íamos ouvir, alguns arriscaram a dizer que já conheciam, mas não souberam contar ao grupo, todo mundo sem muito entusiasmo.

Quando disse-lhes que era uma história real, verdadeira, que o personagem era muito importante e fui mostrando o Alfredo na foto, começaram a esquentar,

todos queriam ver,

comentamos da roupa,

da raça,

da beleza do Alfredo.

Aqui, foi um momento especial: todos começaram a conversar sobre a raça africana, que havíamos estudado na semana passada! Junto com as outras séries!
Um burburinho só, todos querendo ver mais de perto, e percebi como será importante esse trabalho. Querem conhecer a história toda.

Vamos nos deliciar com ela.

Meus pequenos são demais, acho até que já falei isso...

Assim que terminarmos, volto aqui pra contar o resultado.

sábado, 24 de novembro de 2007

Contação de Histórias-2



Essa atividade de formar grupos e "contar histórias", solicitada pela interdisciplina de literatura, foi muito importante, pois aqui nos unimos ao grupo de Arroio Teixeira.

Aumentando assim, nossos laços de afetividade.

Foi muito bom contracenar,
ensaiar,
juntar idéias...
e representar juntas!
Nos visitamos, conhecemos família,
casa,
a cidade do outro,
trocamos email seguidamente,
telefonemas,
"petiscos"...

Com certeza, repetiremos a dose, de nos agruparmos nos próximos traabalhos.

Abraço meninas.


Contação de Histórias-1

Também assisti a uma outra apresentação, com a história "Choco procura uma mãe".
Que gostosura de ver.

O protoganista, Choco, deu um banho de representação teatral. Aqui, a colega que representou esse personagem foi muito feliz, cativou-me com sua simplicidade. Conseguiu expressar sua angústia, sua tristeza, sua vontade de encontrar a mãe!

Pensei, imediatamente, quando foi acolhida pela mãe Ursa:"Como é importante esse acolhimento ao nosso aluno, principalmente aquele aluno que está chegando... "

Hoje sou professora do primeiro ano, sempre fui alfabetizadora, o primeiro aluno que entra na escola, passa primeiro por mim...
Procuro acolhê-los com muito cuidado, carinho, afetividade!

Procuro dar-lhes uma idéia de que ali estão bem, estão sendo recebidos com muita alegria e prazer, mostrando-lhes que a escola, esse outro espaço que estão conhecendo, chegando,... é um ótimo ligar para estarem, tão bom que os leve a quererem permanecer alguns anos por ali!

Aqui, indicou a leitura do professor Elder, do artigo da pedagoga Suely Costa, Educar para Viver, nesse endereço.



Outra cena também muito importante: Mãe ursa convida ao Choco para ir até sua casa, pois precisa alimentar seus filhos. Os filhos aparecem: um porco, um hipopótamo e um jacaré!



Até parece sala de aulas!

Quantos diferentes!

Cada um com seu jeito...

cada carinha diferente...

cada indivíduo com sua individualidade!

Limitações...

Possibilidades...

Superação...

Aposta...

Crenças e credos...

Raça... origens

Esperanças...

Incluindo nisso a mim também, como educadora e parceira dessa convivência!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Contação de Histórias

Nossa apresentação da "CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS" foi um mega show!
Que coisa bonita de ver "aparecer as histórias contadas".
Tive o prazer de assistir três das histórias.
A primeira história, "O pássaro que não sabia voar", do Rubem Alves, teve seu ápice no final, quando a colega Gleicymere deu um "show à parte" cantando a música Essa tal liberdade, adaptando-a ao nosso objetivo!!!!!
O que me chamou atenção aí, e me fez refletir, juntando essa canção ao nosso fazer pedagógico: quando a Gleicy cantou
"o que que eu vou fazer com essa tal liberdade..."
me levou a pensar...
educadores que somos todos nós,
já podemos alçar vôo,
ganhar alturas,
arriscarmos mais em matéria de "asas"...

A um ano e meio no Pead, já estamos um pouquinho mais conhecedoras do nosso papel, importantíssimo diga-se, já tivemos algumas disciplinas que nos embasam a um novo "fazer", uma prática mais livre, mais liberta das nossas amarras antigas, saindo daquela prática conteudista, mediocre, sem arte, que não nos permitia muita ousadia!
Ousamos criar ASAS!

Hoje, podemos sonhar, e mais que isso, podemos fazer acontecer nossos sonhos: uma escola mais espaçosa, mais democrática, mais gostosa, prazerosa e divertida.
Esse entendimento adquirido pela teoria, aliado à nossa prática, mais a ARTE DE SER PROFESSOR e o ENTUSIASMO de QUERERMOS UMA ESCOLA RICA EM MOVIMENTO E AÇÃO, escola essa que permita acontecer o CONHECIMENTO E A APRENDIZAGEM MÚTUA, onde PROFESSOR E ALUNO sejam cúmplices e parceiros, em busca do aprender juntos, partilhando, vivenciando essa procura aliada ao respeito pelo outro, as suas limitações, as possibilidades todas de acontecer, com ética de ambas as partes.

Tudo isso me passou pela cabeça enquanto relembrava a "performance" da Gleicy, cantando na gaiola!
Menina talentosa essa.
Penso que esse talento com certeza está sendo usado na sua sala, em favor dos seus alunos...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A casa, do Vinícius


Lendo uma reportagem no site da Tam, enviado pelo professor Elder, descobri o endereço da "Casa" do Vinícius. Lembram?
Aquela casa que ficava na Rua dos Bobos, número zero.
Era mentirinha esse endereço!
Pois então, vou contar aqui o endereço real, verdadeiro de onde encontra-se essa Casa:
Nosso grande poeta inspirou-se na Casapuebla, do artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró, localizada em Punta ballena, ao lado da pardisíaca Punta Del este. Pois então, Casapuebla é um ateliê, museu e casa! Um lugar pincelado de branco,sem formas retas, nem regras fixas, apenas imaginação e talento... É um grande laboratório de idéias e referências. Palavras de Cris Berger, no endereço. Visite é muito interessante.