sábado, 24 de novembro de 2007

Contação de Histórias-1

Também assisti a uma outra apresentação, com a história "Choco procura uma mãe".
Que gostosura de ver.

O protoganista, Choco, deu um banho de representação teatral. Aqui, a colega que representou esse personagem foi muito feliz, cativou-me com sua simplicidade. Conseguiu expressar sua angústia, sua tristeza, sua vontade de encontrar a mãe!

Pensei, imediatamente, quando foi acolhida pela mãe Ursa:"Como é importante esse acolhimento ao nosso aluno, principalmente aquele aluno que está chegando... "

Hoje sou professora do primeiro ano, sempre fui alfabetizadora, o primeiro aluno que entra na escola, passa primeiro por mim...
Procuro acolhê-los com muito cuidado, carinho, afetividade!

Procuro dar-lhes uma idéia de que ali estão bem, estão sendo recebidos com muita alegria e prazer, mostrando-lhes que a escola, esse outro espaço que estão conhecendo, chegando,... é um ótimo ligar para estarem, tão bom que os leve a quererem permanecer alguns anos por ali!

Aqui, indicou a leitura do professor Elder, do artigo da pedagoga Suely Costa, Educar para Viver, nesse endereço.



Outra cena também muito importante: Mãe ursa convida ao Choco para ir até sua casa, pois precisa alimentar seus filhos. Os filhos aparecem: um porco, um hipopótamo e um jacaré!



Até parece sala de aulas!

Quantos diferentes!

Cada um com seu jeito...

cada carinha diferente...

cada indivíduo com sua individualidade!

Limitações...

Possibilidades...

Superação...

Aposta...

Crenças e credos...

Raça... origens

Esperanças...

Incluindo nisso a mim também, como educadora e parceira dessa convivência!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Contação de Histórias

Nossa apresentação da "CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS" foi um mega show!
Que coisa bonita de ver "aparecer as histórias contadas".
Tive o prazer de assistir três das histórias.
A primeira história, "O pássaro que não sabia voar", do Rubem Alves, teve seu ápice no final, quando a colega Gleicymere deu um "show à parte" cantando a música Essa tal liberdade, adaptando-a ao nosso objetivo!!!!!
O que me chamou atenção aí, e me fez refletir, juntando essa canção ao nosso fazer pedagógico: quando a Gleicy cantou
"o que que eu vou fazer com essa tal liberdade..."
me levou a pensar...
educadores que somos todos nós,
já podemos alçar vôo,
ganhar alturas,
arriscarmos mais em matéria de "asas"...

A um ano e meio no Pead, já estamos um pouquinho mais conhecedoras do nosso papel, importantíssimo diga-se, já tivemos algumas disciplinas que nos embasam a um novo "fazer", uma prática mais livre, mais liberta das nossas amarras antigas, saindo daquela prática conteudista, mediocre, sem arte, que não nos permitia muita ousadia!
Ousamos criar ASAS!

Hoje, podemos sonhar, e mais que isso, podemos fazer acontecer nossos sonhos: uma escola mais espaçosa, mais democrática, mais gostosa, prazerosa e divertida.
Esse entendimento adquirido pela teoria, aliado à nossa prática, mais a ARTE DE SER PROFESSOR e o ENTUSIASMO de QUERERMOS UMA ESCOLA RICA EM MOVIMENTO E AÇÃO, escola essa que permita acontecer o CONHECIMENTO E A APRENDIZAGEM MÚTUA, onde PROFESSOR E ALUNO sejam cúmplices e parceiros, em busca do aprender juntos, partilhando, vivenciando essa procura aliada ao respeito pelo outro, as suas limitações, as possibilidades todas de acontecer, com ética de ambas as partes.

Tudo isso me passou pela cabeça enquanto relembrava a "performance" da Gleicy, cantando na gaiola!
Menina talentosa essa.
Penso que esse talento com certeza está sendo usado na sua sala, em favor dos seus alunos...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A casa, do Vinícius


Lendo uma reportagem no site da Tam, enviado pelo professor Elder, descobri o endereço da "Casa" do Vinícius. Lembram?
Aquela casa que ficava na Rua dos Bobos, número zero.
Era mentirinha esse endereço!
Pois então, vou contar aqui o endereço real, verdadeiro de onde encontra-se essa Casa:
Nosso grande poeta inspirou-se na Casapuebla, do artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró, localizada em Punta ballena, ao lado da pardisíaca Punta Del este. Pois então, Casapuebla é um ateliê, museu e casa! Um lugar pincelado de branco,sem formas retas, nem regras fixas, apenas imaginação e talento... É um grande laboratório de idéias e referências. Palavras de Cris Berger, no endereço. Visite é muito interessante.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Aula Única



Essa aula de Teatro, tive a infelicidade de não poder assistir.

Mas minha grande amiga Mara Braum me contou tudinho.

Então, colocando mãos à obra, fui fazendo meu trabalho...

Que coisa maravilhosa .

Meus pequenos entraram no jogo, pegaram o anzol direitinho.

Foram quatro, cinco semanas de puro divertimento.

Cantamos, dançamos, criamos, brincamos, todos juntos e cada um.

Muitas desavenças, muita conversa pra acertar... Muito artista na disputa de papéis!

A improvisação, com as fotos do "Álbum da Família" foi sensacional!

A roda de conversa, para esse momento foi muito proveitosa. Até houve a negação, em primeiro tempo, de duas aluninhas que não tinham nenhuma lembrança de fotos! Até que os colegas começaram a contar as suas, então essas lembranças emergiram naquelas duas.

A encenação, o congelar, pra não sair fora do foco foi um show bonito de se ver!


Depois foram surgindo muuuuuuuuuuuuitas idéias, dentro da proposta inicial e foi encompridando a coisa do jogo teatral.

Enfim, fomos criando música, dançando, movimento, ação, declamamos poesias, criamos cenário, desenhamos, veio frustração... aparação das arestas... acertos, e andou!

Por fim, não deu tempo de representar a primeira proposta, que era o teatro de palitos "Álbum da Família" em tempo de colocar os resultados no inventário criativo. Mas, depois de uma semana da postagem, pudemos enfim realizá-lo.

E o resultado foi muito legal.

Todos representaram sua parte muito bem, com muita disposição, nervosismo, estrelismo, emendas, costuras e por ai foi!

Lindo.

A roda de conversa depois da representação foi ma-ra-vi-lho-sa!

Olha só o que rolou:
"Nos sentimos muito bem representando juntos!
Foi legal estar escondidinho atrás do pano!
Eu gostei de fazer junto com os outros!"


Em alguns momentos dessa fala, até me emocionei...

Gostaria que meus pequenos tivessem oportunidade de mostrar esse potencial em todas os anos que passarem!

Contação de Histórias

Estamos nos preparando para avaliação de Literatura e Teatro.
Nossa apresentação está sendo feita com muita dedicação, nosso grupo tem muito humor e estamos tirando de letra cada cena, ato e arte! Esperamos que seja bem apresentado, pois contamos com a sorte de principiantes! Embora estejamos bem preocupadas, nos divertimos muito a cada ensaio... Pensamos coletivamente que cada um tem uma oportunidade, um dia de estrela... Tomara seja esse dia o "nosso". Tenho muita vontade que saia bem bonitinho! Tomara!!!!!

ESPAÇOS DA ARTE




Visitamos o Margs e o Santander.

Para uma visita mediada dos pintores contemporâneos Francisco Matto, Öyvind Falhlström e Jorge Macchi.

Após a visita mediada, me senti como uma "expert" em artes visuais.

E gostaria de deixar registrado o quanto aprendi nessa visita, através da fala da professora Ana "estabelecemos relações particulares com as imagens: aquelas familiares, as que admiramos, as que estranhamos, aquelas que somos indiferentes... As impressões são resultado da nossa experiência com a arte em diferentes contextos".

Somente através dessa visita mediada, aonde tivemos uma pessoa que nos falasse sobre as obras, explicando o que deveria ser visto, ou nos tirando o que poderíamos estar vendo, através de bate papo juntos, é que pude entender várias das intenções das obras, o que os artistas queriam que víssemos...O melhor de tudo é que entendi e vi, exatamente o que foi intencionado, o que queria ser dito, o que nos diz, de fato, cada trabalho, tão contemporâneos, diferentes da arte que sempre conheci: cores, paisagens, natureza morta, pinceladas, aquela obra que diz exatamente o que mostra, sem nenhum subterfúgio, sem "entrelinhas", me atrevo a dizer "insossa" que eu conhecia!

Conhecimento deve ser feito e refeito através da teoria, em conjunto com a prática. Senão for assim, não passa de instrução.

Como é importante esse acesso à outras formas de ver e pensar arte.

A professora Ana também pontuou " para fazer arte na escola não podemos esperar sempre para termos material na mão, prova maior nos foi dada por Macchi, Matto e Öyvind: sua arte fluiu de pedaços de madeira, sobras, sucatas, restos, retalhos, mapas, fotos, vídeos... "
Comprovou meu fazer pedagógico nesse ponto, pois nunca esperei receber esses materias pra fazer arte com meus pequenos (até porque esses não viriam!) então me pego utilizando aquilo que está ao meu alcance: sucata, restos, sobras, retalhos, pedaços...
E posso agora embasar esse meu fazer mostrando que a arte necessita somente de artistas, tendo isso em mãos e os temos aos montes: nossos pequenos, podemos então construir muita coisa a partir desse material que temos! Está provado e comprovado pelas obras fantásticas que tivemos a oportunidade de ver!

Obrigada professora Ana Cláudia, por essa oportunidade.

Minha vida profissional, dentro das artes, nunca mais será a mesma, a partir da sua presença no Pead.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Fazendo Arte na Diestchi


Hoje eu, meus pequenos e algumas mães fomos pra rua.

Nosso rascunho das obras "Ruas de Rondinha-Casas de Rondinha",
numa releitura da obra de Volpi "Casas", "Rua de Itanhaém" e Mogi das Cruzes".

Que trabalho mais produtivo esse!

Juntamos a sensibilidade,

a presteza das nossas queridas mãezinhas

mais a "alma artística dos pequenos" e o "meu novo olhar sobre a arte"!
Ficou uma miscigenação além da imaginação!

Só mesmo vivenciando esse processo de produtividade,

dos alunos contruindo,

da nossa experiência juntos...